Viver é uma arte, e quando os filhos chegam o aprendizado de cada dia é muito maior do que a vasta bibliografia sobre o assunto pode dizer.
Saber lidar com egos e eguinhos, dosar broncas e afetos, carinhos e autoridade, liberdade e disciplina. A lista é longa.
Mas em meio a tudo isso existem as escolhas e, a cada escolha feita, abre-se mão da outra opção.
É simples e fato: não dá para ter tudo ao mesmo tempo.
Bom mas toda essa introdução é para dizer o obvio: "em casa de ferreiro o espeto é de pau".
Assim mesmo.
Por aqui vai tudo bem, obrigada, mas o fato é as Marias, minhas gêmeas de 4 anos e 1 mês iniciarão processo de terapia fonoaudiológica nessa sexta feira. Para deixar claro, a fono não sou eu!
Virá uma fonoaudióloga para auxiliá-las no processo de aquisição fonológica do som mais "chatinho" (posso dizer pois é o que mais vi nos anos de trabalho) o do R entre vogais, o R de arara, orelha, marido, ouro, urubu.
Pois é, eu tentei e esperei um pouquinho, mas elas precisam de ajuda, e eu, em meio a tantas afazeres entre família, casa e artesanato, não dei conta, estou passando a bola para quem poderá fazer o trabalho como ele deve ser feito.
Sei que para alguns pode parecer exagero, mas para quem sabe um pouco do assunto, na idade delas, aos 4 anos esse som já encontra-se estabelecido.
Nos livros em que estudei que datam entre 1995 e 2005 a teoria dizia que o processo de aquisição dos fonemas de uma língua se consolida até os 7 anos, sendo assim poderia se esperar até tal idade. No entanto, o que acontece na prática, e cada vez mais cedo, as crianças são muito estimuladas a muitas produções orais, como canções, desenhos com nomes estrangeiro (Ex: backyardigans) e tudo isso contribui para uma produção cada vez mais precisa. Tenho observado que, de modo geral, aos 5 anos as crianças já
apresentam toda a aquisição dos fonemas do nosso português, dessa forma é importante procurar ajuda o quanto antes.
Um indicativo fácil e prático é procurar conversar e observar os colegas de seus filhos, observar as crianças ao redor, assim é possível ter um possível referencial de como anda a fala e linguagem de seu pequeno.
Como disse anteriormente, esse som em questão é muito comum de trazer dificuldade para as crianças e é um dos últimos no processo de aquisição. Contudo, quero ressaltar que já ouvi crianças de menos 3 anos falando esse mesmo fonema com muita precisão.
Bom, apesar de saber que a fonoaudiologia faz parte de mim, para minhas filhas eu serei apenas a mãe.
Abraço a tod@s, Lidiane
Aqui está tudo o que consigo escrever sobre coisas, fatos e acontecimentos que me comovem a ponto de querer deixar um registro. Para saber sobre minhas produções manuais acesse minha fanpage: https://www.facebook.com/RochaDasArtes
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013
domingo, 13 de janeiro de 2013
Festa feita à mão, ou melhor às mãos
Antes de ser mãe falava e fazia coisas bem diferentes.
Achava festa infantil um exagero. Festa de 1 ano então, um absurdo, afinal a criança nem sabe o que se passa...
Mas depois de querer, desejar, tentar algumas vezes e ter a certeza da gravidez, e de serem duas meninas aí nada mais foi como antes, principalmente no quesito festa.
Logo de cara, em julho de 2009 elas estavam com 6 meses, mas estavam por aqui minha irmã e minha prima, e claro, porque não uma festa?
E aí corremos e fizemos a primeira festa de aniversário delas, afinal as duas juntas completaram o primeiro ano de vida.
Vale lembrar que ainda nesse dia, apenas com 6 meses, elas adoraram a festa, curtiram e se alegraram com cada um que veio, com os enfeites fabricados de última hora e tudo o mais...
E daí em diante não preciso dizer muito mais, apenas completar que a comemoração de cada ano é uma maneira de agradecer a Deus e compartilhar com os que amamos a alegria da vida dessas meninas, que certamente são o nosso foco principal.
Com tudo isso em mente pensar na festa é algo que adoro. Sempre gosto de fazer o máximo possível, e começo a organizar as coisas com antecedência, por dois motivos: primeiro que o fazer leva tempo, e segundo que, por ser perto das festas de final de ano eu preciso ter o mínimo de ordem senão não dou conta mesmo.
Esse ano pensei em fazer uma "festa verde".
Adoro as bolas de borracha, mas resolvi que não teria nenhuma. Faria uso de materiais recicláveis.
A partir daí comecei a arrecadar doações de garrafas de coca cola de vários tamanhos, rolinhos de papel e caixas de leite tetra pac.
Todo esse esquema começou em agosto, e pensei ainda em fazer uns furokamas* com papéis coloridos.
Aliás, vale lembrar que os tais furokamas eu aprendi a técnica da dobradura em feira de desenvolvimento e sustentabilidade ExpoIdeia aqui em recife, ano passado.
Nesses 6 meses muita coisa aconteceu e a festa sempre ficava sendo cnstruída nas horas vagas, mas não estou só nesse caminho de maneira nenhuma.
Toda festa tem um tema e, ao acertar a casa de festa decidi que seria "Nossa Primavera", assim poderia abusar de flores e afins.
Com o tema definido tive o apoio mais que maciço de minha mãe Lidivina, e de minha irmã Cecília.
Enquanto eu trabalhei com os materiais que seriam descartados elas inovaram fazendo lindos presentes para os amiguinhos das meninas: bonecas floristas e jardineiros. Esses foram simplesmente um encanto, que, prometo, faço outro post só com eles.
Bom, sobre minhas ideias, os materiais foram chegando, os amigos ajudando com muitas doações e assim consegui cerca de 200 rolinhos de papel higiênico, muitos rolinhos de papel toalha (não contei), mais de 100 garrafas de coca cola dos mais variados tamanhos e mais de 100 embalagens de tetra pac.
Fui estocando esse material devidamente limpo em caixas maiores dentro do banheiro da DCE, visto que aqui em casa só temos passadeira que não usa o chuveiro.
Aos poucos já recortava as garrafas e ficava apenas com o bico, que formei as flores, descartando o resto.
Os rolinhos deixei para pintá-los pós natal, assim como todo o resto. Sim, fiz a maioria das coisas do natal para cá.
No meio do caminho vi que nem toda ideia dá certo, e assim acabei descartando as embalagens de tetra pc, pois mesmo com primer e tinta acrílica o rótulo aparecia. Apesar de ser uma "festa verde" a beleza foi fundamental.
E, desse modo, usando rolinhos para pintura, tinta acrília para as garrafas montei minhas flores de pet. Depois de montadas as arrumei em 3 jardineira feitas a partir de uma caixa de TV, e, dessa forma concluímos, eu e meu marido (fiel escudeiro, apoiador, ajudante, incentivador, etc, etc, etc, etc...) que "em se plantando em terreno de isopor, flores de plástico brotam!".
Sobre os rolinhos fui fazendo flores, depois de pintados com tinta guache, pelo lado de dentro e de fora com ajuda de rolinhos. Depois de pintados, foram recortados e colados, formando flores de 5 pétalas e de 7 as feitas com papel toalha (maiores). Com auxílio de prendedores de roupas fiz as flores e montei 4 painéis com várias flores coladas entre si.
Já os furokamas foram feitos ao longo de todo tempo, pois são sim trabalhosos. São fáceis, porém repetitivos: 60 pétalas para formar 12 flores com 5 pétalas que se intercalam entre si.
E, depois de toda logística veio a melhor parte, a que compensou cada cansaço, a herpes que me estourou na boca pela primeira vez na vida bem nessa semana: a alegria de ver minhas filhas brincando felizes junto com seus primeiros amigos de uma vida toda pela frente. Amigos que estudaram juntos ano passado, amigos que já não mais se encontram com tanta freqüência e amigos que, tenho certeza, pelos pais e pelas crianças, farão muita farra junta ao longa dessa vida que ainda só tem os primeiros felizes e saudáveis 4 anos!
A festa foi mágica! Tudo correu bem, apesar de umas poucas faltas por viagem e, outras, infelizmente, por doença. Mas cada amiguinho faz parte da nossa alegria.
E, por tudo isso e pelas inúmeras bênção que Deus concede a mim e a minha família, posso apenas dizer que sou muito grata!
Achava festa infantil um exagero. Festa de 1 ano então, um absurdo, afinal a criança nem sabe o que se passa...
Mas depois de querer, desejar, tentar algumas vezes e ter a certeza da gravidez, e de serem duas meninas aí nada mais foi como antes, principalmente no quesito festa.
Logo de cara, em julho de 2009 elas estavam com 6 meses, mas estavam por aqui minha irmã e minha prima, e claro, porque não uma festa?
E aí corremos e fizemos a primeira festa de aniversário delas, afinal as duas juntas completaram o primeiro ano de vida.
Vale lembrar que ainda nesse dia, apenas com 6 meses, elas adoraram a festa, curtiram e se alegraram com cada um que veio, com os enfeites fabricados de última hora e tudo o mais...
E daí em diante não preciso dizer muito mais, apenas completar que a comemoração de cada ano é uma maneira de agradecer a Deus e compartilhar com os que amamos a alegria da vida dessas meninas, que certamente são o nosso foco principal.
Com tudo isso em mente pensar na festa é algo que adoro. Sempre gosto de fazer o máximo possível, e começo a organizar as coisas com antecedência, por dois motivos: primeiro que o fazer leva tempo, e segundo que, por ser perto das festas de final de ano eu preciso ter o mínimo de ordem senão não dou conta mesmo.
Esse ano pensei em fazer uma "festa verde".
Adoro as bolas de borracha, mas resolvi que não teria nenhuma. Faria uso de materiais recicláveis.
A partir daí comecei a arrecadar doações de garrafas de coca cola de vários tamanhos, rolinhos de papel e caixas de leite tetra pac.
Todo esse esquema começou em agosto, e pensei ainda em fazer uns furokamas* com papéis coloridos.
Aliás, vale lembrar que os tais furokamas eu aprendi a técnica da dobradura em feira de desenvolvimento e sustentabilidade ExpoIdeia aqui em recife, ano passado.
Nesses 6 meses muita coisa aconteceu e a festa sempre ficava sendo cnstruída nas horas vagas, mas não estou só nesse caminho de maneira nenhuma.
Toda festa tem um tema e, ao acertar a casa de festa decidi que seria "Nossa Primavera", assim poderia abusar de flores e afins.
Com o tema definido tive o apoio mais que maciço de minha mãe Lidivina, e de minha irmã Cecília.
Enquanto eu trabalhei com os materiais que seriam descartados elas inovaram fazendo lindos presentes para os amiguinhos das meninas: bonecas floristas e jardineiros. Esses foram simplesmente um encanto, que, prometo, faço outro post só com eles.
Bom, sobre minhas ideias, os materiais foram chegando, os amigos ajudando com muitas doações e assim consegui cerca de 200 rolinhos de papel higiênico, muitos rolinhos de papel toalha (não contei), mais de 100 garrafas de coca cola dos mais variados tamanhos e mais de 100 embalagens de tetra pac.
Fui estocando esse material devidamente limpo em caixas maiores dentro do banheiro da DCE, visto que aqui em casa só temos passadeira que não usa o chuveiro.
Aos poucos já recortava as garrafas e ficava apenas com o bico, que formei as flores, descartando o resto.
Os rolinhos deixei para pintá-los pós natal, assim como todo o resto. Sim, fiz a maioria das coisas do natal para cá.
No meio do caminho vi que nem toda ideia dá certo, e assim acabei descartando as embalagens de tetra pc, pois mesmo com primer e tinta acrílica o rótulo aparecia. Apesar de ser uma "festa verde" a beleza foi fundamental.
E, desse modo, usando rolinhos para pintura, tinta acrília para as garrafas montei minhas flores de pet. Depois de montadas as arrumei em 3 jardineira feitas a partir de uma caixa de TV, e, dessa forma concluímos, eu e meu marido (fiel escudeiro, apoiador, ajudante, incentivador, etc, etc, etc, etc...) que "em se plantando em terreno de isopor, flores de plástico brotam!".
Sobre os rolinhos fui fazendo flores, depois de pintados com tinta guache, pelo lado de dentro e de fora com ajuda de rolinhos. Depois de pintados, foram recortados e colados, formando flores de 5 pétalas e de 7 as feitas com papel toalha (maiores). Com auxílio de prendedores de roupas fiz as flores e montei 4 painéis com várias flores coladas entre si.
Já os furokamas foram feitos ao longo de todo tempo, pois são sim trabalhosos. São fáceis, porém repetitivos: 60 pétalas para formar 12 flores com 5 pétalas que se intercalam entre si.
E, depois de toda logística veio a melhor parte, a que compensou cada cansaço, a herpes que me estourou na boca pela primeira vez na vida bem nessa semana: a alegria de ver minhas filhas brincando felizes junto com seus primeiros amigos de uma vida toda pela frente. Amigos que estudaram juntos ano passado, amigos que já não mais se encontram com tanta freqüência e amigos que, tenho certeza, pelos pais e pelas crianças, farão muita farra junta ao longa dessa vida que ainda só tem os primeiros felizes e saudáveis 4 anos!
A festa foi mágica! Tudo correu bem, apesar de umas poucas faltas por viagem e, outras, infelizmente, por doença. Mas cada amiguinho faz parte da nossa alegria.
E, por tudo isso e pelas inúmeras bênção que Deus concede a mim e a minha família, posso apenas dizer que sou muito grata!
* furokamas: são essas bolas penduradas no teto em cima da mesa do bolo.
PS. Apesar de não querer bola, algumas apareceram. Foram bolas em forma de flores, que haviam sido utilizadas na festa de sexta feira do salão de festas. Sendo assim sim!
PS. 2: A decoração, exceto os furokamas já foram emprestados para outra festa!!
quinta-feira, 27 de dezembro de 2012
Tempo, tempo, tempo
Sim o tempo é democrático, não pára, resolve muitas coisas e é o mesmo, tanto para crianças como para adultos, e aí é outra história...
É difícil explicar o tempo para as crianças, ainda mais com o saudade vivendo no quarto do meio.
Aqui em casa procuro explicar da maneira mais fácil e divertida possível essa complexa noção temporal, mas de vez em quando a criação fica sem rumo.
Hoje consegui caminhar de manhã e, ao entrar em casa estava Maria Helena tomando seu leite matinal na sala. Eu disse "bon jour!" e ela: bom dia mamãe, minha festa de aniversário é hoje?
Complicado, complicado.
Até o Natal estava fácil. Tínhamos o calendário de Natal e ainda lemos (na verdade 20 dos 24 dias quem leu foi meu marido) o lindo livro "O mistério do Natal" de Jostein Gaarder, a cada noite. Então essa etapa foi fácil, mas o aniversário mesmo, dia 9 será numa quarta, e este é o melhor, chegarão aqui em casa minha mãe e minha irmã e a festa será no domingo após.
Juntando tudo isso e uma vontade enorme de fazer coisas para minhas filhas botei as mãos na massa e lá fui eu recortar colar e costurar um calendário de feltro para minhas pequenas.
Resultado final aqui, mais detalhes na fanpage: https://www.facebook.com/RochaDasArtes?ref=hl
É difícil explicar o tempo para as crianças, ainda mais com o saudade vivendo no quarto do meio.
Aqui em casa procuro explicar da maneira mais fácil e divertida possível essa complexa noção temporal, mas de vez em quando a criação fica sem rumo.
Hoje consegui caminhar de manhã e, ao entrar em casa estava Maria Helena tomando seu leite matinal na sala. Eu disse "bon jour!" e ela: bom dia mamãe, minha festa de aniversário é hoje?
Complicado, complicado.
Até o Natal estava fácil. Tínhamos o calendário de Natal e ainda lemos (na verdade 20 dos 24 dias quem leu foi meu marido) o lindo livro "O mistério do Natal" de Jostein Gaarder, a cada noite. Então essa etapa foi fácil, mas o aniversário mesmo, dia 9 será numa quarta, e este é o melhor, chegarão aqui em casa minha mãe e minha irmã e a festa será no domingo após.
Juntando tudo isso e uma vontade enorme de fazer coisas para minhas filhas botei as mãos na massa e lá fui eu recortar colar e costurar um calendário de feltro para minhas pequenas.
Resultado final aqui, mais detalhes na fanpage: https://www.facebook.com/RochaDasArtes?ref=hl
Bom final de 2012, ah, e ainda dá tempo para fazer muitas coisas e coisinhas antes de 2013 chegar!
Abraço,
Lidiane
domingo, 25 de novembro de 2012
Sair da inércia
Há tempos que já descobri que sou movida a pressão. Adoro trabalhar, fazer coisas, mas preciso sempre de um empurrãozinho.
Atualmente, como sou autônoma, as coisas ficam um pouco mais complicadas, pois sou eu mesma quem tenho que ter o insight para sair da zona de conforto.
É fácil perceber que, de repente, estou eu "a espera de um milagre". Sim, fico, por um tempo curto, é claro, querendo que os problemas se resolvam de forma mágica, que alguém, que não eu, venha com as soluções prontas, o cronograma feito, para que eu, apenas siga...
Doce ilusão, mas ainda sim me pegarei nessa situação inúmeras vezes, eu sei.
No entanto, todo esse pensamento passa, afinal tudo passa...
E aí chega o "ponto de mutação" a hora de eu fazer e acontecer e tomar, de fato, as rédeas das minhas atitudes e decisões, e aí entra o meu "modo trator".
Quando estabeleço minhas metas, defino minhas ações, não paro, apenas vou até o fim e faço, da melhor forma que consigo. Meu corpo, coitado, sofre um pouquinho né, mas nos entendemos bem. Isso porque não sou eu, somos nós 4 aqui em casa, e, mesmo com todas as minhas decisões e metas em relação ao trabalho, a prioridade básica, são minhas filhas, todo o resto, inclusive eu somos segundo plano.
E assim, com toda logística vou me virando e seguindo meu caminho.
Dessa forma, vim trabalhando ao longo dessa ano com algumas encomendas, e, quando não, inventando e crio peças novas, faço coisas, e vou criando um acervo Rocha das Artes.
A produção desse ano teve muito mosaico em forma de espelho, mandalas e bandejas de várias formas e tamanhos. Ainda fiz caixinhas revestidas em tecido, necessaires de tecido, álbuns de fotos com capas dura, bloquinhos de notas com capa dura, colchas e mantas em patchwork, almofadas com o Divino Espírito Santo, conjuntos de aventais, enfim, tudo o que garimpei em vários tipos de pesquisa e me encantei.
Com toda essa produção já estava mais que na hora de fazer alguma coisa para divulgação e venda de tudo isso, mas embora seja óbvio, o medo da organização envolvida adiou esse fato até final de outubro.
Nesse período levei apenas os mosaicos na casa de uma amiga, e lá fiz algumas vendas, e recebi muitos elogios. Isso foi no dia 26 de outubro, acordei no sábado, dia 27 com a ideia de um evento aqui casa pronta, para os dias 23 e 24 de novembro.
Apenas um detalhe foi que, no meio desse tempo fizemos uma viagem de 1 semana para Gramado. Foi maravilhoso, porém os prazos ficaram bem apertados.
Fazer algo em casa, foi bom também porque tive também a colaboração mais que especial das bonecas e panos de prato de minha mãe Lidivina e minha irmã Cecília.
O primeiro ponto foi divulgar no meu prédio, que tem 24 apartamentos, e apenas 2 além do meu conhecia o trabalho, o outro convidar os amigos e aí outro presente ver e rever amigos muito queridos que, infelizmente, pelas atribulações da vida não nos víamos a anos.
Por tudo isso, valeu a pena cada esforço, cada detalhe, cada trabalho realizado e ainda há sempre o fator surpresa: conhecer e formar novos amigos.
Foi maravilhoso.
E agora meus sinceros agradecimentos eternos: à minha mãe e minha irmã, que apesar de distância interestadual moram aqui comigo, dentro do meu coração e dentro da minha casa em cada detalhe e cada carinho, sempre enviado pela ajuda dos Correios; ao meu marido, que além disso é meu melhor amigo, meu conselheiro, ajudante, melhor pai, incentivador e auxiliar nos assuntos aleatórios envolvendo desde a escolha de cores até ajuda física no evento; à minha sogra Maria de Fátima, ou simplismente "Tia Fátima" que não é sogra não, é uma mãe loira que Deus me deu, e é claro as minhas duas filhas, que apesar da pouca idade já entendem que essa mãe tem ideias malucas, mas é que são elas o centro do meu mundo.
E, com carinho, agradeço de coração a cada amigo e amiga que tiveram o carinho e atenção para comigo, e puderam vir aqui em casa, e presentear com a doce companhia.
A todos, meus mais que sinceros agradecimentos.
E, a partir de agora, vou incluir na minha agenda: bazar- open house em meados de abril para o dia das mãe e final de outubro para o natal.
Abraço a todos, com um domingo lindo ensolarado e cheio de festas,
Lidiane
Atualmente, como sou autônoma, as coisas ficam um pouco mais complicadas, pois sou eu mesma quem tenho que ter o insight para sair da zona de conforto.
É fácil perceber que, de repente, estou eu "a espera de um milagre". Sim, fico, por um tempo curto, é claro, querendo que os problemas se resolvam de forma mágica, que alguém, que não eu, venha com as soluções prontas, o cronograma feito, para que eu, apenas siga...
Doce ilusão, mas ainda sim me pegarei nessa situação inúmeras vezes, eu sei.
No entanto, todo esse pensamento passa, afinal tudo passa...
E aí chega o "ponto de mutação" a hora de eu fazer e acontecer e tomar, de fato, as rédeas das minhas atitudes e decisões, e aí entra o meu "modo trator".
Quando estabeleço minhas metas, defino minhas ações, não paro, apenas vou até o fim e faço, da melhor forma que consigo. Meu corpo, coitado, sofre um pouquinho né, mas nos entendemos bem. Isso porque não sou eu, somos nós 4 aqui em casa, e, mesmo com todas as minhas decisões e metas em relação ao trabalho, a prioridade básica, são minhas filhas, todo o resto, inclusive eu somos segundo plano.
E assim, com toda logística vou me virando e seguindo meu caminho.
Dessa forma, vim trabalhando ao longo dessa ano com algumas encomendas, e, quando não, inventando e crio peças novas, faço coisas, e vou criando um acervo Rocha das Artes.
A produção desse ano teve muito mosaico em forma de espelho, mandalas e bandejas de várias formas e tamanhos. Ainda fiz caixinhas revestidas em tecido, necessaires de tecido, álbuns de fotos com capas dura, bloquinhos de notas com capa dura, colchas e mantas em patchwork, almofadas com o Divino Espírito Santo, conjuntos de aventais, enfim, tudo o que garimpei em vários tipos de pesquisa e me encantei.
Com toda essa produção já estava mais que na hora de fazer alguma coisa para divulgação e venda de tudo isso, mas embora seja óbvio, o medo da organização envolvida adiou esse fato até final de outubro.
Nesse período levei apenas os mosaicos na casa de uma amiga, e lá fiz algumas vendas, e recebi muitos elogios. Isso foi no dia 26 de outubro, acordei no sábado, dia 27 com a ideia de um evento aqui casa pronta, para os dias 23 e 24 de novembro.
Apenas um detalhe foi que, no meio desse tempo fizemos uma viagem de 1 semana para Gramado. Foi maravilhoso, porém os prazos ficaram bem apertados.
Fazer algo em casa, foi bom também porque tive também a colaboração mais que especial das bonecas e panos de prato de minha mãe Lidivina e minha irmã Cecília.
O primeiro ponto foi divulgar no meu prédio, que tem 24 apartamentos, e apenas 2 além do meu conhecia o trabalho, o outro convidar os amigos e aí outro presente ver e rever amigos muito queridos que, infelizmente, pelas atribulações da vida não nos víamos a anos.
Por tudo isso, valeu a pena cada esforço, cada detalhe, cada trabalho realizado e ainda há sempre o fator surpresa: conhecer e formar novos amigos.
Foi maravilhoso.
E agora meus sinceros agradecimentos eternos: à minha mãe e minha irmã, que apesar de distância interestadual moram aqui comigo, dentro do meu coração e dentro da minha casa em cada detalhe e cada carinho, sempre enviado pela ajuda dos Correios; ao meu marido, que além disso é meu melhor amigo, meu conselheiro, ajudante, melhor pai, incentivador e auxiliar nos assuntos aleatórios envolvendo desde a escolha de cores até ajuda física no evento; à minha sogra Maria de Fátima, ou simplismente "Tia Fátima" que não é sogra não, é uma mãe loira que Deus me deu, e é claro as minhas duas filhas, que apesar da pouca idade já entendem que essa mãe tem ideias malucas, mas é que são elas o centro do meu mundo.
E, com carinho, agradeço de coração a cada amigo e amiga que tiveram o carinho e atenção para comigo, e puderam vir aqui em casa, e presentear com a doce companhia.
A todos, meus mais que sinceros agradecimentos.
E, a partir de agora, vou incluir na minha agenda: bazar- open house em meados de abril para o dia das mãe e final de outubro para o natal.
Abraço a todos, com um domingo lindo ensolarado e cheio de festas,
Lidiane
terça-feira, 9 de outubro de 2012
Era digital
Enfim, eu que me considero, sem frescura, uma mulher das antigas e que adora internet, finalmente entrei na era digital.
Tecnologia aqui em casa é domínio de meu marido, meu querido e amado Popa. Aqui todos os equipamentos eletro eletrônicos são "popa-dependentes".
É verdade sim. Os computadores não respondem, a TV perde o sinal e assim vai.
Passei por uns mal bocados com fotos. A nossa querida super máquina digital de 2007 não resistiu a alguns milhares de fotos pós vinda das Marias. O celular não tem qualidade suficiente, e o tablet ou descarregava, ou estava com seu dono, sim o Popa!
Mas, com carinho e na hora certa o próprio homem da casa me presenteou com uma versão atual, funcional e, ainda por cima violeta!
Resolvido o problema do registro dos trabalhos e da vida.
Mas isso foi só o começo dessa minha era digital.
A partir do momento que a tecnologia avança o modo mecânico não cativa mais e os processos para que os objetos funcionem são tão demorados, chatos e frustrantes que o melhor é ceder ao novo.
Pois bem o produto em questão agora é máquina de costura.
Quando paro e olho para trás, fico sem saber como foi possível trabalhar em condições tão difíceis. Até o ano passado não tinha ateliê, e trabalhava pela casa toda. Cortava na sala, costurava no quarto da minha mãe e passava no local que hoje é o ateliê. Para quem faz patchwork dá para imaginar a logística "boa" que era. Isso sem contar que quiltei algumas colchas de solteiro e algumas maiores ainda em uma mesa de 80X80!
Por aí vejo que o amor pelo que se faz está acima das condições possíveis, e quando se quer a obra aparece.
Bom, voltando ao fato da máquina.
No início, que estive aqui em Recife, em 2005 [a história é longa e vou abreviar: vim sem meu marido, na época noivo, pois ele estava em Campinas. Fiquei por 4 meses morando com meus sogros, e fui até confundida por estranhos que acharam que eu era irmã de minha cunhada. Mas enfim, para ajudar a me ocupar (e também bagunçar um pouco a sala de jantar da casa)] meu sogro comprou uma máquina doméstica Singer Inspiração. É uma máquina simples, porém ela sempre me salva, pois como não tem muitos recursos faz bem seu trabalho simples.
Em maio de 2009 quando fiz o curso básico de patchwork fui apresentada à Singer Quilter que me pareceu muito boa e bem mais completa. Em junho do mesmo ano a minha Quilter chegou e me ajudou em todos os trabalhos até pouco tempo atrás. Porém, por ser uma máquina mecânica e precisar de vários ajustes para pontos diferentes (leia-se decorativos) eu nunca consegui me adaptar bem à ela. É bom esclarecer ainda, que esta máquina Quilter não vem com manual funcional, e não consegui encontrar ajuda na internet.
Ela foi, várias vezes para revisão e check-ups. Lembro-me com clareza que a usei bem nos meses de novembro e dezembro passado. Em janeiro viajei para a casa de minha mãe, em fevereiro fiz as arrumações necessárias no ateliê e em abril ela foi para a revisão. Novamente a usei. Parei com ela nos meses de junho e julho, e no final de agosto lá fui eu novamente à autorizada.
Nesse serviço, em especial precisei ouvir, de dois senhores da loja que o problema da máquina "era a operadora". Algumas respirações profundas depois, esclareci novamente o que havia notado e eles inventaram, nitidamente algo para "consertar".
Ao usá-la em casa vi outro problema e aí mudei de local. Depois de andar um trecho considerável com a máquina nos braços (peso aproximado de 9,5kg), descobri que o local era na direção oposta e sim, fui bem atendida e, pelo menos o responsável deste local fez um "teste" comigo no qual verificou que o problema não era eu!!!!
Fiquei feliz a máquina foi novamente consertada e voltei no dia seguinte para buscar. Na retirada, enquanto o moço via se podia me entregar a minha máquina para mim, pois eu esquecera o comprovante em casa, (pelo menos 30 minutos de carro de casa sem trânsito, o que não foi o caso, nesse dia 1 hora para cada trecho) matei uma barata, ouvi graça, precisei recolher a mesma e jogar no lixo.
Enfim, depois disso tudo voltei para casa e, de novo não consegui fazer os tais pontos decorativos.
Me cansei e dei um basta.
E hoje, finalmente chegou minha nova máquina. Uma Janome 3160 para chamar de minha. Toda digital, simples simples de usar. Basta dizer que já testei todos os pontos decorativos e até mesmo meu marido, "que nunca antes na história desta casa" havia se sentado em frente a uma máquina, se sentou e costurou com e sem pedal vários pontos.
Enfim, agora sim estou digitalizada.
Antes de comprar pesquisei muito, e gostei desse blog: http://oceanodevidro.blogspot.com.br/2012/02/singer-brother-ou-janome.html
Felizmente devo concordar com cada palavra. A máquina realmente me impressionou, e ainda tirou um peso da consciência o barulho para os vizinhos, ela é bem silenciosa.
Nova etapa, nova faze e que venham as inspirações, pois a alegria de hoje não poderia ter vindo em melhor hora "Semana da Criança".
Ganhei de verdade um brinquedo novo com cheirinho de plástico e tudo. E por essas e outras que hoje, em especial, mais do que o normal, "estou feliz pra cachorro, contente pra burro" (para trilha sonora é só procurar 5 a seco).
Felicidades para todos,
Lidiane
Tecnologia aqui em casa é domínio de meu marido, meu querido e amado Popa. Aqui todos os equipamentos eletro eletrônicos são "popa-dependentes".
É verdade sim. Os computadores não respondem, a TV perde o sinal e assim vai.
Passei por uns mal bocados com fotos. A nossa querida super máquina digital de 2007 não resistiu a alguns milhares de fotos pós vinda das Marias. O celular não tem qualidade suficiente, e o tablet ou descarregava, ou estava com seu dono, sim o Popa!
Mas, com carinho e na hora certa o próprio homem da casa me presenteou com uma versão atual, funcional e, ainda por cima violeta!
Resolvido o problema do registro dos trabalhos e da vida.
Mas isso foi só o começo dessa minha era digital.
A partir do momento que a tecnologia avança o modo mecânico não cativa mais e os processos para que os objetos funcionem são tão demorados, chatos e frustrantes que o melhor é ceder ao novo.
Pois bem o produto em questão agora é máquina de costura.
Quando paro e olho para trás, fico sem saber como foi possível trabalhar em condições tão difíceis. Até o ano passado não tinha ateliê, e trabalhava pela casa toda. Cortava na sala, costurava no quarto da minha mãe e passava no local que hoje é o ateliê. Para quem faz patchwork dá para imaginar a logística "boa" que era. Isso sem contar que quiltei algumas colchas de solteiro e algumas maiores ainda em uma mesa de 80X80!
Por aí vejo que o amor pelo que se faz está acima das condições possíveis, e quando se quer a obra aparece.
Bom, voltando ao fato da máquina.
No início, que estive aqui em Recife, em 2005 [a história é longa e vou abreviar: vim sem meu marido, na época noivo, pois ele estava em Campinas. Fiquei por 4 meses morando com meus sogros, e fui até confundida por estranhos que acharam que eu era irmã de minha cunhada. Mas enfim, para ajudar a me ocupar (e também bagunçar um pouco a sala de jantar da casa)] meu sogro comprou uma máquina doméstica Singer Inspiração. É uma máquina simples, porém ela sempre me salva, pois como não tem muitos recursos faz bem seu trabalho simples.
Em maio de 2009 quando fiz o curso básico de patchwork fui apresentada à Singer Quilter que me pareceu muito boa e bem mais completa. Em junho do mesmo ano a minha Quilter chegou e me ajudou em todos os trabalhos até pouco tempo atrás. Porém, por ser uma máquina mecânica e precisar de vários ajustes para pontos diferentes (leia-se decorativos) eu nunca consegui me adaptar bem à ela. É bom esclarecer ainda, que esta máquina Quilter não vem com manual funcional, e não consegui encontrar ajuda na internet.
Ela foi, várias vezes para revisão e check-ups. Lembro-me com clareza que a usei bem nos meses de novembro e dezembro passado. Em janeiro viajei para a casa de minha mãe, em fevereiro fiz as arrumações necessárias no ateliê e em abril ela foi para a revisão. Novamente a usei. Parei com ela nos meses de junho e julho, e no final de agosto lá fui eu novamente à autorizada.
Nesse serviço, em especial precisei ouvir, de dois senhores da loja que o problema da máquina "era a operadora". Algumas respirações profundas depois, esclareci novamente o que havia notado e eles inventaram, nitidamente algo para "consertar".
Ao usá-la em casa vi outro problema e aí mudei de local. Depois de andar um trecho considerável com a máquina nos braços (peso aproximado de 9,5kg), descobri que o local era na direção oposta e sim, fui bem atendida e, pelo menos o responsável deste local fez um "teste" comigo no qual verificou que o problema não era eu!!!!
Fiquei feliz a máquina foi novamente consertada e voltei no dia seguinte para buscar. Na retirada, enquanto o moço via se podia me entregar a minha máquina para mim, pois eu esquecera o comprovante em casa, (pelo menos 30 minutos de carro de casa sem trânsito, o que não foi o caso, nesse dia 1 hora para cada trecho) matei uma barata, ouvi graça, precisei recolher a mesma e jogar no lixo.
Enfim, depois disso tudo voltei para casa e, de novo não consegui fazer os tais pontos decorativos.
Me cansei e dei um basta.
E hoje, finalmente chegou minha nova máquina. Uma Janome 3160 para chamar de minha. Toda digital, simples simples de usar. Basta dizer que já testei todos os pontos decorativos e até mesmo meu marido, "que nunca antes na história desta casa" havia se sentado em frente a uma máquina, se sentou e costurou com e sem pedal vários pontos.
Enfim, agora sim estou digitalizada.
Antes de comprar pesquisei muito, e gostei desse blog: http://oceanodevidro.blogspot.com.br/2012/02/singer-brother-ou-janome.html
Felizmente devo concordar com cada palavra. A máquina realmente me impressionou, e ainda tirou um peso da consciência o barulho para os vizinhos, ela é bem silenciosa.
Nova etapa, nova faze e que venham as inspirações, pois a alegria de hoje não poderia ter vindo em melhor hora "Semana da Criança".
Ganhei de verdade um brinquedo novo com cheirinho de plástico e tudo. E por essas e outras que hoje, em especial, mais do que o normal, "estou feliz pra cachorro, contente pra burro" (para trilha sonora é só procurar 5 a seco).
Felicidades para todos,
Lidiane
domingo, 7 de outubro de 2012
O tempo em "quase" 5 anos
Semana passada fui com minha família passar 2 dias em Porto de Galinhas.
Lá nos hospedamos em uma pousada simples que, em janeiro de 2008 pude me hospedar com meu marido e sua família.
Voltando a esse lugar passou muita coisa em minha lembrança...
Naquela época meu pai ainda estava presente, a maternidade ainda era um sonho, meu trabalho tomava outros rumos, eu estava BEM mais magra...
Chegando na pousada procurei pela dona, que é a administradora e responsável, e, mesmo 5 anos depois tudo está muito parecido, arrumado e cuidado com carinho.
Ao ver D. Moema vi que o tempo também passara para ela.
O tempo não pára, e vai deixando suas marcas.
Quando me deparei com o intervalo de quase 5 anos vi que o que vale é o aqui e agora. Com responsabilidade e cuidado, é possível ver que sempre há perdas e ganhos, tristezas e alegrias e, para manter a linha, frente a tudo isso, o equilíbrio é fundamental.
Olhei para mim, e comecei a ver, com calma e verdade vários aspectos meus e, como estou ao longo desse intervalo. Certamente o peso foi o mais notório, algo está errado e a mudança tem que acontecer.
Mas, apesar da perda de meu pai, da saudade, do convívio contínuo com a distância de meus familiares o fato de ter agora "uma família para chamar de minha" me deixou bem feliz e tranquila.
E, pensando em nós 4 vi que, novamente a "felicidade está nas coisas simples".
Seria ótimo ter todos juntos, ter meu pai ainda por aqui, poder vê-lo com minhas filhas entre tantas outras coisas. Isso sem contar na falta que sinto de escutar sua voz, pois nos sonhos eu nunca o ouço...
Que seria melhor seria, mas o fato é outro então o melhor é fazer de cada etapa uma nova fase com amor e carinho.
E a propósito, a frase escrita em um prato na parede não é de minha autoria não. Ela faz parte da decoração de um restaurante lá de Porto, e eu que já havia visto antes no face, não resisti e achei que ela diz o essencial.
Abraço,
Lidi
Lá nos hospedamos em uma pousada simples que, em janeiro de 2008 pude me hospedar com meu marido e sua família.
Voltando a esse lugar passou muita coisa em minha lembrança...
Naquela época meu pai ainda estava presente, a maternidade ainda era um sonho, meu trabalho tomava outros rumos, eu estava BEM mais magra...
Chegando na pousada procurei pela dona, que é a administradora e responsável, e, mesmo 5 anos depois tudo está muito parecido, arrumado e cuidado com carinho.
Ao ver D. Moema vi que o tempo também passara para ela.
O tempo não pára, e vai deixando suas marcas.
Quando me deparei com o intervalo de quase 5 anos vi que o que vale é o aqui e agora. Com responsabilidade e cuidado, é possível ver que sempre há perdas e ganhos, tristezas e alegrias e, para manter a linha, frente a tudo isso, o equilíbrio é fundamental.
Olhei para mim, e comecei a ver, com calma e verdade vários aspectos meus e, como estou ao longo desse intervalo. Certamente o peso foi o mais notório, algo está errado e a mudança tem que acontecer.
Mas, apesar da perda de meu pai, da saudade, do convívio contínuo com a distância de meus familiares o fato de ter agora "uma família para chamar de minha" me deixou bem feliz e tranquila.
E, pensando em nós 4 vi que, novamente a "felicidade está nas coisas simples".
Seria ótimo ter todos juntos, ter meu pai ainda por aqui, poder vê-lo com minhas filhas entre tantas outras coisas. Isso sem contar na falta que sinto de escutar sua voz, pois nos sonhos eu nunca o ouço...
Que seria melhor seria, mas o fato é outro então o melhor é fazer de cada etapa uma nova fase com amor e carinho.
E a propósito, a frase escrita em um prato na parede não é de minha autoria não. Ela faz parte da decoração de um restaurante lá de Porto, e eu que já havia visto antes no face, não resisti e achei que ela diz o essencial.
Abraço,
Lidi
sexta-feira, 14 de setembro de 2012
Artesã, é isso que sou
Nessa segunda feira é o último dia para o pagamento de uma inscrição que fiz para um concurso, de cadastro de reserva, para o Conselho Regional de Fonoaudiologia daqui de Recife e região nordeste.
Escrevo este post, principalmente para me justificar junto a amigas querida que me incentivaram a seguir adiante.
Lamento mas não farei.
O meu caminho já existe, meu trabalho já acontece e a fonoaudiologia, infelizmente, fica cada vez menos concreta na minha vida.
É como um casamento que acabou com amor dos dois lados. Eu amo e respeito sempre, e defendo com tudo que for possível, mas a arte bate mais forte aqui comigo.
Durante minha atuação como fono fiz coisas boas, conheci pessoas maravilhosas.
Mas nem tudo foram flores, e, já no fim, no HSE (Hospital do Servidor do Estado) fui vendo que ir para o trabalho era uma luta. Todo dia precisava matar um dragão, vencer a cada terapia a falta de material, a necessidade de criar a partir do nada, condições possíveis de trabalho que, realmente pudessem estimular ou trazer a linguagem dos pacientes.
Quem me conhece sabe que não me conformo com as coisas, sempre acredito que é possível (e muitas vezes era necessário mesmo) ir além. Assim lá ia eu com minha "casa nas costas" levando o máximo que podia para, que de um modo quase que artesanal, construísse junto com meus pacientes, uma comunicação mais efetiva. Esse processo não estava me fazendo muito feliz, sendo assim adotei o artesanato como ofício, trabalho, devoção.
Realmente as minhas filhas não são propriedade minhas, mas estão sob minha responsabilidade. Eu preciso respirar e viver, e por esse motivo, que desde bem cedo fiz curso, fui atrás, e pesquiso sempre que posso tendências, técnicas e materiais.
Meu trabalho hoje é meu momento LIDIANE.
Patchwork, mosaico, costura, tintas, pincéis e tantas outras coisas permeiam entre minhas mãos e olhos e me enchem de vida.
Cada projeto é um novo desafio, um novo aprendizado e, claro, uma nova paixão.
Quando estou no meu (mini) ateliê meu mundo é ali, e nesse momento, não há nada mais importante do que eu e ato de fazer.
Na maioria das vezes nem mesmo tenho a música como companhia. Meu tempo voa, as mãos não param e, quando vejo, ficou pronto.
Sei que ainda há muito a fazer, mas não tenho pressa, aos poucos a produção vai se tornando mais constante e, com o tempo tenho planos e determinação, o trabalho será com carga horária mais usual.
Hoje mesmo consegui, finalmente encontrar uma imagem de São José para me abençoar.
Peço a Deus saúde, e que São José me abençoe, pois eu sou uma artesã, é isso que sou.
Abraço,
Lidi
Escrevo este post, principalmente para me justificar junto a amigas querida que me incentivaram a seguir adiante.
Lamento mas não farei.
O meu caminho já existe, meu trabalho já acontece e a fonoaudiologia, infelizmente, fica cada vez menos concreta na minha vida.
É como um casamento que acabou com amor dos dois lados. Eu amo e respeito sempre, e defendo com tudo que for possível, mas a arte bate mais forte aqui comigo.
Durante minha atuação como fono fiz coisas boas, conheci pessoas maravilhosas.
Mas nem tudo foram flores, e, já no fim, no HSE (Hospital do Servidor do Estado) fui vendo que ir para o trabalho era uma luta. Todo dia precisava matar um dragão, vencer a cada terapia a falta de material, a necessidade de criar a partir do nada, condições possíveis de trabalho que, realmente pudessem estimular ou trazer a linguagem dos pacientes.
Quem me conhece sabe que não me conformo com as coisas, sempre acredito que é possível (e muitas vezes era necessário mesmo) ir além. Assim lá ia eu com minha "casa nas costas" levando o máximo que podia para, que de um modo quase que artesanal, construísse junto com meus pacientes, uma comunicação mais efetiva. Esse processo não estava me fazendo muito feliz, sendo assim adotei o artesanato como ofício, trabalho, devoção.
Realmente as minhas filhas não são propriedade minhas, mas estão sob minha responsabilidade. Eu preciso respirar e viver, e por esse motivo, que desde bem cedo fiz curso, fui atrás, e pesquiso sempre que posso tendências, técnicas e materiais.
Meu trabalho hoje é meu momento LIDIANE.
Patchwork, mosaico, costura, tintas, pincéis e tantas outras coisas permeiam entre minhas mãos e olhos e me enchem de vida.
Cada projeto é um novo desafio, um novo aprendizado e, claro, uma nova paixão.
Quando estou no meu (mini) ateliê meu mundo é ali, e nesse momento, não há nada mais importante do que eu e ato de fazer.
Na maioria das vezes nem mesmo tenho a música como companhia. Meu tempo voa, as mãos não param e, quando vejo, ficou pronto.
Sei que ainda há muito a fazer, mas não tenho pressa, aos poucos a produção vai se tornando mais constante e, com o tempo tenho planos e determinação, o trabalho será com carga horária mais usual.
Hoje mesmo consegui, finalmente encontrar uma imagem de São José para me abençoar.
Peço a Deus saúde, e que São José me abençoe, pois eu sou uma artesã, é isso que sou.
Abraço,
Lidi
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