Nessa segunda feira é o último dia para o pagamento de uma inscrição que fiz para um concurso, de cadastro de reserva, para o Conselho Regional de Fonoaudiologia daqui de Recife e região nordeste.
Escrevo este post, principalmente para me justificar junto a amigas querida que me incentivaram a seguir adiante.
Lamento mas não farei.
O meu caminho já existe, meu trabalho já acontece e a fonoaudiologia, infelizmente, fica cada vez menos concreta na minha vida.
É como um casamento que acabou com amor dos dois lados. Eu amo e respeito sempre, e defendo com tudo que for possível, mas a arte bate mais forte aqui comigo.
Durante minha atuação como fono fiz coisas boas, conheci pessoas maravilhosas.
Mas nem tudo foram flores, e, já no fim, no HSE (Hospital do Servidor do Estado) fui vendo que ir para o trabalho era uma luta. Todo dia precisava matar um dragão, vencer a cada terapia a falta de material, a necessidade de criar a partir do nada, condições possíveis de trabalho que, realmente pudessem estimular ou trazer a linguagem dos pacientes.
Quem me conhece sabe que não me conformo com as coisas, sempre acredito que é possível (e muitas vezes era necessário mesmo) ir além. Assim lá ia eu com minha "casa nas costas" levando o máximo que podia para, que de um modo quase que artesanal, construísse junto com meus pacientes, uma comunicação mais efetiva.
Esse processo não estava me fazendo muito feliz, sendo assim adotei o artesanato como ofício, trabalho, devoção.
Realmente as minhas filhas não são propriedade minhas, mas estão sob minha responsabilidade. Eu preciso respirar e viver, e por esse motivo, que desde bem cedo fiz curso, fui atrás, e pesquiso sempre que posso tendências, técnicas e materiais.
Meu trabalho hoje é meu momento LIDIANE.
Patchwork, mosaico, costura, tintas, pincéis e tantas outras coisas permeiam entre minhas mãos e olhos e me enchem de vida.
Cada projeto é um novo desafio, um novo aprendizado e, claro, uma nova paixão.
Quando estou no meu (mini) ateliê meu mundo é ali, e nesse momento, não há nada mais importante do que eu e ato de fazer.
Na maioria das vezes nem mesmo tenho a música como companhia. Meu tempo voa, as mãos não param e, quando vejo, ficou pronto.
Sei que ainda há muito a fazer, mas não tenho pressa, aos poucos a produção vai se tornando mais constante e, com o tempo tenho planos e determinação, o trabalho será com carga horária mais usual.
Hoje mesmo consegui, finalmente encontrar uma imagem de São José para me abençoar.
Peço a Deus saúde, e que São José me abençoe, pois eu sou uma artesã, é isso que sou.
Abraço,
Lidi
3 comentários:
Ser livre, buscar sempre um sentido maior, buscar realização pessoal, mesmo que entre trancos e barrancos... Porque a vida é isso mesmo...
Mas, acima de tudo, AMAR O QUE FAZEMOS E FAZER COM AMOR, COM ALMA, não tem preço!!
As escolhas nem sempre são fáceis, mas são LIBERTADORAS!!!
PARABÉNS, querida amiga!!
E vc não tem nada para justificar... MUITA LUZ!!!
SUA ARTE É LINDA E TENHO CERTEZA DE QUE AS MARIAS TEM MUITO ORGULHO DA MÃE MARAVILHOSA QUE ELAS TEM!
Amor... Sempre!!
Ser livre, buscar sempre um sentido maior, buscar realização pessoal, mesmo que entre trancos e barrancos... Porque a vida é isso mesmo...
Mas, acima de tudo, AMAR O QUE FAZEMOS E FAZER COM AMOR, COM ALMA, não tem preço!!
As escolhas nem sempre são fáceis, mas são LIBERTADORAS!!!
PARABÉNS, querida amiga!!
E vc não tem nada para justificar... MUITA LUZ!!!
SUA ARTE É LINDA E TENHO CERTEZA DE QUE AS MARIAS TEM MUITO ORGULHO DA MÃE MARAVILHOSA QUE ELAS TEM!
Amor... Sempre!!
Querida Dani, obrigada por fazer parte da minha história.
Obrigada :)
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