terça-feira, 27 de maio de 2008

Chuva

Chuva, ventinho levemente gelado, convidando ao aconchego da casa da família. Tempo de parar para ver o tempo. Olhar a chuva faz bem.

Como meu pai gostava de chuva, sempre me dizia que, se começasse a chover à noite ele me acordaria...

A chuva traz lembranças mas também esperanças.

Esperanças de união, de alegria e de muita celebração da vida ao redor de comilanças aquecedoras.

Que a chuva seja bem vinda.

Que seja mansa o suficiente para molhar, e delicada o bastante para não desmoronar.

Que a chuva venha sempre, sempre renovando a vida, lavando a alma e preparando a terra para novos frutos.

Boa chuva para todos,

Lidiane, 27/05/08.

sábado, 17 de maio de 2008

E o mundo não parou

E não parou mesmo, embora eu esteja bem lentinha, muitas vezes desanimada, mas ele continua firme e forte.
E que bom. Graças à Deus o moinho da vida não pára de rodar, pelo menos durante o tempo em que estamos por aqui nesta nossa vida terrena.
E, mesmo com saudades do meu pai e a cabeça cheia de idéias que vagueiam até se concretizarem eu estou por aqui. Nem tão firme, nem tão forte, mas sempre uma Rocha.
A vida vai seguindo seus rumos, as saudades e inquietações persistem e eu ainda tenho muito a fazer.
No momento ainda estou em faze de "mudança" porém dentre em breve, mais um sonho será virtualmente realizado, o site "Rocha das Artes".
Eu já tenho o domínio, e quem quiser já pode anotar:
www.rochadasartes.com.br
Lá terá tudo de novidade em matéria de arte produzida pela família Rocha.
Espero que gostem e mãos à obra que o trabalho também não pára (e nem pode parar).
Um abraço, com carinho,
Lidiane
17/05/2008

domingo, 9 de março de 2008

Meu pai

Agora está tudo menos alegre.

Meu pai não está mais por aqui, agora ele se foi para um lugar bem melhor, e mesmo assim o egoísmo humano me faz sentir uma saudade enorme, e uma tristeza que insiste em aparecer.

É tão estranho ter que me referir ao meu pai com o verbo no passado. Mesmo ele não estando por perto, tenho certeza que ele está próximo.

Nessa vida ele foi antes de tudo um lutador, um guerreiro.

Nasceu em São João do Paraíso, MG, aos 03/09/1939. Foi para o Estado de São Paulo ainda criança, porém com atitudes de adulto. Aos 13 anos já trabalhava pesado, e foi trabalhando muito que fez sua vida, construiu minha família.

Trabalho à parte, ele adora a vida. Gostava de amigos, de receber em casa, de fazer brincadeiras com as pessoas, de inventar apelidos inesquecíveis. Como ele tinha uma dificuldade para lembrar nomes, então ele, muito sabiamente usava de apelidos genéricos, e que serviam tanto para homens como mulheres. Há tempos atrás era “Bagaço” usado mais para seus colegas de trabalho na Usina Bonfim. Depois veio o inesquecível “Potência”. Ele sempre dizia “é uma verdadeira Potência!”. E foi assim, dessa maneira, que trabalhou no Bar O Amarelinho junto com meu irmão Nato, por mais de 20 anos.

Agora em qualquer canto de nossas vidas ele faz falta, muita falta.

A qualquer hora que se pára para lembrar vêm episódios bonitos, boas lembranças.

Meu pai sempre teve paciência, lembro-me na infância que ele dividia pacientemente o miolo da cabeça da galinha em 5 pedaços, um para cada filho.

Também na infância ele sempre voltava para casa com alguma guloseima: chocolate (os deliciosos cigarrinhos da Pan), sorvetes, uvas passas em caixinhas...

Além de doces ele também trazia churrasco de frango da Usina. Quando ele trabalhava na Usina, havia, no período da safra, a mudança dos turnos, e eu gostava muito quando ele trabalhava à noite. Sempre que estava no período da noite ele fazia um “churrasquinho” lá dentro da Usina. Minha mãe preparava o frango (coxa e sobrecoxa) e ele “assava” nos canos de alta pressão lá na Usina, e assim deixava o trabalho pesado um pouco mais leve. E claro, além de comer com os amigos, trazia ainda um pouco do churrasco para casa, assim eu o esperava de manhã, para logo cedo comer churrasco, e depois voltava para a cama para dormir mais um pouco com meu pai (depois de ter dormido a noite toda com minha mãe).

Meu pai sempre foi muito religioso, devoto de Nossa Senhora Aparecida, porém ele não era muito de missa não. E, infelizmente acho que eu tive um pouco de culpa nisso. Quando eu era criança ele sempre ia com minha mãe, porém eu era a dorminhoca em vida, e assim, lá ia meu pai me carregando em missas, procissões, até que ele cansou...

Ele foi uma pessoa tão simples, gostava de coisas comuns, uma cerveja, estar com todos de casa juntos, comemorar aniversários, observar a chuva cair. Como ele adorava a chuva!

A ausência física é difícil de assimilar, mas as boas lembranças povoam minha mente o tempo todo.

Toda vez que me lembro dele, lembro de coisas boas, de quão bom pai ele foi.

Saudades,

Li, sua negona.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Laços

Já pensei em escrever tantas coisas para o blog entre dezembro e agora, que até o momento nada havia me motivado. No entanto, umas fotos que acabei de organizar e ver me fizeram lembrar do que é realmente bom na vida: os laços que a gente faz.

Laços familiares, afetivos, fraternos...

Como é bom se relacionar com os outros.

Por mais que eu entristeça algumas vezes por não ter o retorno esperado, ainda sim tenho a certeza de que faria tudo, exatamente tudo o fiz da mesma maneira.

É um sorriso no meio da rua, é um telefonema perdido na tarde de domingo, é um recado no orkut, ou mesmo uma daquelas infindáveis mensagens power point.

Seja lá qual for o meio, saber que há alguém que se lembra de mim, me faz muito feliz.

Na verdade a vida só tem sentido, para mim, desse jeito. Se não for para compartilhar, não há por que.

Em meio ainda a aura fraternal do Natal pensei e penso muito nas pessoas que amo (e, graças à Deus são muitas). É sempre impossível estar com todas, ainda mais agora na “ponte aéreo/terrestre” Recife-Guariba, mas mesmo assim, se fazer próximo é sempre bom.

Ainda agora estava fazendo o levantamento das fotos para revelar, foi como se visse um filme do Natal e Ano Novo, e já fiquei com saudades...

Saudades da agitação, da correria de ver e estar com as pessoas.

Acabado de fazer isso, fui fuçar no orkut, e tive uma bela surpresa. Ao procurar amigos, descobri que vários dos quais eu já tinha e-mail estavam bem fáceis de achar. Isso me fez lembrar de tempos atrás, e outros nem tanto, mas foi tão bom poder vê-los, mesmo que só os olhos de alguns pelas fotos pequeninas do orkut.

Bendita seja a fotografia, bendita seja a Internet.

E por falar em laços, vai um link de um vídeo lindo do You Tube que vale a pena ser visto e revisto:

http://www.youtube.com/watch?v=gl74J-aAnfg

Com atraso,

Feliz 2008!

Lidiane

domingo, 25 de novembro de 2007

Links

Para quem quiser ver mais sobre o feriado que me inspirou na última postagem o link é este:

http://www.flickr.com/photos/21204023@N02/

E, como propaganda é a alma do negócio, o outro link que disponibilizo é dos artesanatos. Entrem, olhem, comente, encomendem...

http://www.flickr.com/photos/7729906@N07/
Um abraço e até mais,
Lidiane

domingo, 18 de novembro de 2007

Paraíso

Paraíso* sm. 1. Lugar de delícias, onde, ao que reza a Bíblia, Deus colocou Adão e Eva; Éden. 2. O céu. 3. Lugar aprazível; Éden.

Não quero ficar apenas na descrição do dicionário. Para mim, paraíso é mais que um lugar, é também um estado de espírito.

Paraíso é saber e sentir, por todos os lados a doce presença de Deus.

Paraíso e saber que o amor existe, que valores universais, como o amor, a família, e coisas simples como um doce sorriso sem hora marcada, podem quebrar um silêncio impecável.

Mas tudo isso pode ser ainda melhor com a paisagem, e, neste final de semana que, está prestes a acabar, eu tive o privilégio de passar pelo paraíso com pessoas amadas.

O paraíso pode ter muitos endereços, e o meu último paraíso fica na Praia dos Carneiros, litoral sul de Pernambuco.

Lá a água é transparente, morna, calma, e a natureza não poupou esforços na beleza. Tudo o que eu tentar descrever será pouco para tamanha beleza.

A indicação, então é pagar para ver. Tenho certeza que cada centavo será muito bem aproveitado.

Mas, e tudo na vida tem um “mas”, mesmo no paraíso eu tive meus momentos de “poxa”. É mesmo, pensei nisso várias e várias vezes, e foi por amor.

Vou explicar.

Mesmo estando ao lado de pessoas que eu amo, faltou ainda outras pessoas que também são muito importantes na minha vida: meus pais, meus irmãos, meu sobrinho, meu cunhado e sua família...

Pois é, como minha mãe disse várias vezes “amar é sofrer”. Quando a gente ama alguém quer que tudo de bom, de novo, de legal, possa também ser compartilhado entre todos, e isso sempre deixa uma pontinha de tristeza, de dor de amor.

Como já disse, a Praia dos Carneiros é o paraíso, mas isso só ficará perfeito na minha cabeça, quando conseguir passar por lá com cada um de meus familiares.

Já não vejo a hora de levar a Cila para lá, e quantos mais vierem, quantos mais irão para lá.

Aos poucos formarei o álbum de família com recortes, montando um lindo mosaico dos meus amados no cenário mais paradisíaco que vi até hoje.

Um abraço para todos, com a paz do paraíso,

Lidiane, 18/11/07

* Fonte: mini dicionário Aurélio.

domingo, 21 de outubro de 2007

Eu realmente não sei...

Sabe uma sensação estranha, ou na verdade nem isso. O fato é que eu nem sei explicar o que estou sentindo agora, mas também nem ao menos posso dizer que estou mal. Só estou com uma inquietude que o tempo ainda dará conta. E, junto com tudo isso tem uma frase que não sai da minha cabeça: “o Senhor é o meu pastor, nada me faltará” . Na verdade eu bem sei, é Ele quem está acalmando o meu agitado coraçãozinho.

Será que, agora que sou balzaquiana meu Deus está com mais rédeas de mim?

Não sei, mas a realidade é que estou calma, e para vocês entenderem contarei a história pelo começo.

Este ano de 2007 tem sido muito produtivo e feliz para mim. Tem sido um ano de tomada de decisões importantes.

Foi neste ano que parti para o artesanato com gosto e vontade, foi neste que decidi engravidar, foi neste que quase desisti da minha profissão, e depois resolvi dar mais uma chance, para ela e para mim.

Entre muitas coisas, tenho me sentido muito desestimulada na fonoaudiologia por conta do campo de trabalho e baixos salários. É aquela situação: no começo era porque eu era recém formada, aí o emprego era difícil; depois era o momento de estudar mais, e lá fui eu, sem parar, atrás de especialização e depois de mestrado; depois mais procura de emprego, e a realidade que os títulos, junto com o conhecimento ajudam, mas parecia que havia chegado tarde. Como se eu tivesse uns dois ou três anos atrasada dos concursos, das provas...

Nesse meio tempo, o tempo seguiu o seu rumo e passou. Muito rápido por sinal, e neste ano, 2007 já completo 10 anos de profissão.

Agora, dizer que sou recém formada não dá, dizer que não tenho qualificação também não. Em meio a tudo isso, olho para trás e procuro as realizações financeiras que qualquer um quer ter com seu trabalho, mas olho, busco, e não consigo ver nada palpável. Nesses 10 anos, aprendi muito na fonoaudiologia, e aprendi ainda que ela é profissão ingrata, com poucas possibilidades de retorno financeiro.

É claro que as realizações pessoais dentro do meu trabalho foram e são inúmeras, na verdade eu gosto do que faço, mas, infelizmente acho que devo investir ainda mais no meu lado B, o do artesanato, para aos poucos ir mudando os rumos do meu futuro profissional.

No entanto, por hora, ainda preciso, e muito, correr atrás de emprego melhor, com salário compatível com meus desejos e formação. E á aí que começa minha história. E, se até agora já escrevi tudo isso, não posso deixar de dizer: “senta que lá vem história...”

Bem no meio da minha crise profissional, no começo de agosto, quando estava prestes a jogar tudo para o alto, descubro, no dia 06 de agosto, o concurso para “Estágio de Adaptação dos Oficiais da Aeronáutica –EAOT”, com 1 vaga para fonoaudiólogo aqui em Recife. Tal concurso mudou radicalmente minha vida.

Neste período já havia me programando para tirar férias de 23 de agosto à 24 de setembro. Quando vejo o edital entro numa busca determinada para esta vaga.

Entre as exigências e normas do concurso, está o teste físico, que além das atividades de correr, flexão e abdominais, tem, como caráter eliminatório o IMC (índice de massa corporal), e este foi o maior benefício que todo esse processo me proporcionou.

Coincidentemente, nesta mesma segunda feira, dia 06/08, eu tinha um consulta com a endócrino, que havia sido marcada para me ajudar no controle do meus hormônios, pois precisava regular isso para conseguir engravidar. Mas, agora, com o concurso, o objetivo da consulta mudava totalmente, pois, primeiro que durante o processo do concurso, que vai até começo de maio, não pode “apresentar estado de gravidez”, e, segundo que em 06/08 eu pesava nada mais que 75,2Kg, tendo 1,62 de altura!!!

Pois é, chego na médica com o edital, recém impresso nas mãos e uma história doida, com necessidade urgente de baixar mais de 3 pontos do IMC em menos de 3 meses, o que significava emagrecer 10 kilos!!!!

Ela teve como primeira reação a dúvida, pois o tempo era curto, e depois eu vi o interesse dela em me ajudar, já que “hoje em dia o emprego anda tão difícil...”. E lá fui eu, correr literalmente atrás do meu objetivo.

Nesta época eu já estava freqüentando uma academia há 1 mês, porém com um ânimo de fazer triste qualquer professor.

Meta estabelecida lá fui eu.

Na alimentação, cortes radicais. Cortei de imediato todo o carboidrato das refeições, inseri muito mais saladas e mantive as carnes, porém em menores quantidades.

Na academia mudei radicalmente. Parei na hora com a musculação e fiz, praticamente só atividade aeróbica. Passei a fazer 5 aulas por semana de RPM (bicicleta in door) mais uns 20 minutos de esteira e abdominais para me preparar para a prova.

Nesse meio do caminho comecei a estudar. Consegui com minhas amigas de trabalho 4 dos 7 livros da bibliografia específica. Li todos os 4 e comprei os outros 3 quando visitei meus pais no início de setembro. Voltando da viagem me dediquei somente a dois objetivos: estudar e malhar.

Aos poucos comecei a inserir pequenas corridas entre a caminhada e, como já leram em outra postagem, hoje consigo correr 4km.

As férias chegaram ao fim, e junto com ela veio a prova, bem no último domingo, dia 23 de setembro.

Com a prova fiquei feliz, porém ainda “em cima do muro”. Acertei 45 de 60 questões, mas queria (e precisava de mais), e ainda havia a incógnita da redação. Mas a confiança e a determinação me fizeram chegar, na semana passada dentro do IMC. A primeira batalha eu havia vencido. Minha endócrino é só elogios, pois ela nem chegou a falar nada comigo sobre a alimentação, apenas usei de meu bom senso e das dicas que já havia aprendido em outros tempos com reeducação alimentar, com a Ana Lúcia, lá de Campinas.

Pois é, hoje, domingo, peso 65Kg (às vezes até menos um pouco), e minha meta pessoal é chegar em 64kg.

Junto com peso veio o resultado do concurso aos poucos. Primeiro o gabarito oficial, que me favoreceu. Anulou 3 questões das quais eu havia errado duas. Depois veio o resultado da redação, bem na virada de sábado para domingo. Com tal resultado fiquei tão feliz quanto integrante de bateria de escola de samba em dia de apuração de notas, minha nota foi “10,00, nota 10,00!!!!”

Após o resultado da redação, passei o dia de ontem, mais um período de espera, e ao final do dia, por volta de 22:00 vejo a Internet mais uma vez antes de dormir e não acho meu nome entre os convocados para a prova de títulos. Foram convocados 20 pessoas, sendo que a vigésima delas tem média parcial de 8,55. Minha média é 8,5!!!!

Pois é, eu realmente não sei descrever o que estou sentindo no momento, mas não posso deixar de dizer que “o Senhor é meu pastor e nada me faltará”.

Depois de algum tempo, certamente eu verei tudo isso com os olhos de compreensão, mas agora eu só posso dizer, que entre todo esse turbilhão, foi maravilhoso comprar roupas tamanho 40, (eu usava 46).

E agora vocês me dão licença que sol por aqui já nasceu e está me chamando para correr na Jaqueira.

Fiquem todos com Deus, e saibam que nada é por acaso, e que, acima de tudo tem alguém muito especial torcendo por cada um de nós lá de cima, disso eu tenho certeza sempre, o resto, é só viver a vida...

Um abraço, como sempre, com mesmo carinho,

Lidi, 21/08/07 às 5:08am.