O dia perfeito.
Acordar , no primeiro dia das mães, depois de uma noite meio dormida, mas descansada, com as duas filhotas na cama.
Fazer muita bagunça, brincar de aviãozinho e depois começar o dia como de costume.
Trocar fraldas, alimentá-las, banho.
Café da manhã com minha mãe e meu marido.
Ir à missa para agradecer a Deus essas duas bênçãos que recebi.
Fazer um passeio ao ar livre para me mostrar com as crias, todas bem arrumadas, é claro.
Almoço: pedir uma comida bem gostosa e bem cedo e almoçar nós cinco novamente.
À tarde: novo banho nas pequenas, brincadeiras, alimentação isso re repetindo com muito dengo e amor até novo banho à noite para depois irmos jantar na casa dos avós, isso com pequenas dormindo. Assim comemos com calma e aproveitamos as companhias.
Depois do jantar volta pra casa, colocar as pequenas nos seus berços, curtir o marido e preparar par mais uma semana.
O dia real
Começou muito mais cedo que o de costume, às 24:00, ou zero horas, com um presente em cada berço. Achei um encanto e delicadeza da parte de Popa. Foi lindo!
Tirei leite, acabei e fui dormir.
2:30 Maria Helena acordou, chamei minha mãe e dei o presente dela para a neta entregar, em plena madrugada. Foi legal. Fui dormir e minha mãe ficou com ela.
3:30 M. Luiza acordou. O processo de sempre: fralda, leite, arroto, berço.
4:30 ruídos no quarto mas não era nada.
5:30 mais ruídos. Fui até e vi que não era nada. O corpo estava um bagaço pela falta do sono das 21:00 às 24 horas. Como elas estavam bem, voltei para o quarto e pedi para Deus de verdade que elas dormissem um pouco mais.
Ele me atendeu. Acordei às 7:15 com um barulhinho, fui ao quarto delas e lá estavam, as duas acordando quase juntas e com um belo sorriso em cada rosto. É uma cena digna de comercial de margarina de tão perfeita e feliz.
Comecei o ritual do dia, porém com um detalhe, a missa já não dava, e eu não estava legal.
Acordei com náusea e uma cólica intestinal esquisita, ia e vinha e não se resolvia.
Em meio aos cuidados com as meninas a sensação do corpo não se resolveu, porém com ela não dava pra fazer passeio, pois era um risco.
Logo perto das 8:00 toca o telefone minha mãe vai toda feliz atender, pensando ser um dos meus irmãos, e olha só, era a ex doméstica de casa, que saiu bem no dia em todos nós adoecemos, ou seja, até a felicitação dela não é muito bem vinda...
Tentei dormir depois e não consegui.
Fui tirar leite pensando no pedido do almoço, mas não falei nada para Popa ou minha mãe. Popa também pensou e não falou
Às 11:45 ligo enfim para o restaurante e faço o pedido com espera prevista para 50minutos.
Continuando os cuidados com as meninas o dia segue e almoço nada.
Às 13:30 ligo para saber e a moça diz que já saiu, e como o restaurante fica a menos de 500 metros de casa fico feliz. Eu, Popa e as meninas descemos para esperar, cansamos e subimos.
Às 14:15 a moça do restaurante liga para saber se chegou e aí eu já me estressei e disse que a comida que saiu às 13:30 eu não queria mais, ou ela me enviava outra comida em 15 minutos ou desistia.
Nesse meio tempo as meninas estavam precisando de banho, lá vou arrumar a água para Popa e minha mãe dar o banho e também fazer alguma coisa para comer.
Fiz umas torradinhas com presunto e mussarela. Achei na geladeira arroz, calabresa, azeitonas e molho de tomates.
É claro que fiz questão de ligar ás 14:30 para cancelar o pedido. A moça mal atendeu e despejei toda minha indignação em segundos. Ao desligar até Popa ficou espantado com tamanha rapidez.
Daí saiu um arroz temperado às pressas, pois estávamos todos mortos e fome, e finalmente o almoço estava sendo feito e quase pronto.
E, óbvio que,15 minutos depois liga o porteiro avisando que a comida chegou (às 14:45!!!!) peço para voltar.
E, finalmente às 14:50 sentamos os três com as supervisões das bonecas nos seus carrinhos para almoçarmos juntos o nosso Dia das Mães.
Mas o dia ainda tem mais um pedacinho, e em meio aos cuidados com elas a tarde chega, e depois à noite.
Falta de comunicação, Popa sobe com as meninas (até porque ele e eu também já estávamos cheios de casa).
Logo subo eu com leite para elas (pensei que poderia dar, elas dormiriam uns 15 minutos e nós jantaríamos, e depois elas tomariam banho, etc, etc).
O que eu achei não faz parte da rotina delas. Começaram a tomar leite e pararam. Simultaneamente a saída do jantar, M. Luiza deu seu escândalo pós banho (que só passa com o banho mesmo, leite e cama), e precisei descer.
Fiquei triste pela situação, pois um descuido nosso bagunçamos a comemoração da minha sogra com o filho...
Mas o ritual banho, leite berço foi rápido, e com a ajuda da minha mãe em meia hora consegui subir de novo.
Detalhe a barriga ainda não estava legal, e depois que todos dormiram e o dia das Mães virou segunda-feira, fiquei revirando de dor na sala com uns episódios diarréicos.
Conclusão:
A realidade nem sempre é como prevemos mas ela nos dá a dimensão rela de nossas escolhas e dos caminhos que trilhamos.
Nada é fácil, nada é por acaso mas para tudo há uma saída.
O melhor de tudo foi que, apesar dos acontecidos eu tinha motivos para comemorar e ainda mais com pessoas que amo ao meu redor.
Só o fato de contar com a presença da minha mãe já é mais que especial, e no mais nossos dias são sempre uma comemoração à parte.
Um comentário:
E mesmo assim foi um feliz dia das mães, justamente por ser um verdadeiro dia das mães.
Os outros serão melhores, com duas vozinhas fininhas dando parabéns.
Feliz dia das mães, mamãe.
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