sábado, 14 de julho de 2007

Unhas vermelhas

Pois é, hoje quase véspera de meu 31° aniversário, resolvi criar coragem e mudar uma coisa muito simples: a cor das minhas unhas.

Nesse tempo todo variei do “renda” para o “marítimo”, ou seja: do transparente ao incolor...

No começo achava que unhas vermelhas combinavam com uma mulher estilo fatal, depois fui achando que “só as mães” ficavam bem de vermelho, pois estas já eram muito mais que mulheres...

Enfim, não tinha mesmo era coragem de inovar, mudar, assumir um lado mulher dentro de mim.

Às vezes parece que tenho que ser uma eterna menina. Porém também comecei a ver que o tempo está passando e, com ele atitudes, responsabilidades e posicionamentos são necessários, e são atitudes de uma mulher e não de uma menina. Infelizmente o tempo não pára e eu também mudo.

A essência de criança continua, porém com “mais vermelho”, ou seja acabo de assumir meu lado “unhas vermelhas”.

Acabei de chegar do salão e estou me achando o máximo.

Agora é só usar luvas até segunda para que no dia principal o efeito ainda esteja bom.

Viva meu lado vermelho!

Mais um abraço,

Lidiane

Coisas da Vida

Ontem à noite, fui com meu marido, a um espetáculo de comédia muito famoso, principalmente em São Paulo que é “Terça Insana”. Tudo bem, antes que perguntem, terça na sexta?, eu explico. O espetáculo começou funcionado nas terçar-feiras, dia em que os teatros normalmente ficavam fechados em São Paulo.

Pois é, além de ter adorado o espetáculo, que é realmente muito bom, tive uma experiência que já sabia mais ainda não tinha sido tão viva assim.

Além de todo humor dos atores, o que mais me agradou foi o fato de ouvir de novo um sotaque!

Como é bom ter contato com as referências. Tudo bem que o sotaque na maioria das vezes era paulistano e não guaribense, mais mesmo assim foi muito confortável para mim.

Durante a peça pude notar várias expressões e até mesmo palavrões que já não ouvia há muito tempo, desde que vim para Recife.

É maravilhosamente desconcertante ver como isso desencadeia as emoções.

Adorei a noite, e indico, vejam, pretigie “Terça Insana”.

Um abraço,

Lidiane

sexta-feira, 22 de junho de 2007

Minhas Musas...

“Oh, musa da inspiração...”

Rita Ribeiro

Em toda minha vida sempre tive a presença de mulheres muito fortes, a começar pela minha mãe. Esse texto não exclui de modo algum a presença forte e maravilhosa do meu pai e de todos os meus irmãos, no entanto, acredito que chegou a hora de homenagear tantas mulheres queridas que me ajudaram, de modo muito especial na construção de minha história, no rumo de meus passos...

Só para fixar, novamente as duas mulheres mais presentes são minha mãe, D. Lidivina e minha irmã Cila (Maria Cecília).

Agradeço a Deu, que em todo o meu caminho, sempre colocou pessoas especiais: minhas musas. Ouvindo a música de Rita Ribeiro me veio uma vontade enorme de escrever sobre todas essas mulheres maravilhosas que contribuíram e contribuem até hoje para muitos de meus atos.

Aviso que a história é longa, já tem mais de 30 anos...

Desde de pequena observava as pessoas e, em uma das colônias em que morei na Usina Bonfim (hoje Cosan, pertencente ao município de Guariba-SP), tenho a memória muito nítida de pessoas que admirava muito, e eram mulheres, as mulheres da família “do Carmo Moraes”. Dentre estas, se encontra a minha primeira amiga, a Gana (Morgânia) que é da mesma idade da minha irmã, ela já era minha amiga três anos antes de eu nascer. Além dela tem também suas irmãs: a Célia e a Cristina, estas duas nem imaginam o quanto me influenciaram. Eu não entendia muito como a vida funcionava direito, mais admirava o modo de viver dessas duas meninas na época. Elas gostavam de inventar coisas, estudar, ir atrás de um futuro melhor, com direito à graduação e tudo mais. E eu achava aquilo tudo maravilhoso. Foi vendo a garra e vontade dessas duas que eu me direcionei a estudar, eu queria ser como elas, moças que foram em busca de um sonho. Essas duas se formaram, com muito esforço, em universidades estaduais, e ambas lutaram ativamente na conquista de moradia estudantil. Eu as admiro muito, Célia e Cristina. Foi vendo, suas atitudes que consegui também chegar a uma universidade, e olhem só, também era a “estadual paulista”, e mais, ir atrás do sonho de defender uma dissertação de mestrado.

Da usina até a universidade outras pessoas também foram cruciais, tanto em termos de formação de caráter como também de aprendizagem. É claro que tive alguns professores sofríveis, mais destes, eu nem o nome lembro, no entanto tem 2 professoras inesquecíveis: Luiza Maria e Zina Ciratti.

Luiza Maria, “a Zá”, foi minha professora de educação artística, da 5ª à 8ª séries. Foi com ela que eu aprendi a bordar ponto cruz, fazer desenhos com mais desenvoltura, aprendi sobre arte de um modo geral, e principalmente aprendi o gosto pelo papel de presente. Os ensinamentos dela ultrapassaram os muros escolares, a Zá, é até hoje para mim, um exemplo de delicadeza e capricho.

A D. Zina, foi minha inesquecível professora de história geral do 1º e 2º colegial, no Estadão, em Jaboticabal SP. D. Zina era fantástica, ela também ensinava mais do que tem nos livros, ela passava uma paixão pela história, fazia com que eu pudesse refletir sobre os assuntos.

Na faculdade também tive excelentes professoras, no entanto, minhas musas eram minhas amigas. Neste período tive muitas amizades, e, com todas elas aprendi.

Em outra etapa da minha vida, morei em Barão Geraldo (Campinas-SP). Este também foi um período mágico. Barão tem um astral que só quem vive ou passou por lá alguma vez pode entender o que digo. Pois é, foi lá em Barão, motivada uma musa muito especial, que comecei a fazer minhas primeiras peças em mosaico. Foi com a querida “Nane” (Rosane) que descobri que mosaico era possível.

Conheci a Nane na igreja, logo depois já estávamos na mesma ONG e em meio a tantas conversas, descobri que ela fazia mosaico, entre outras muitas coisas. E foi assim, vendo suas peças, conversando sobre técnica, procurando lugares que vendiam os materiais que tudo começou. Lembro-me ainda que quando comecei a fazer mosaico (e adorei desde o princípio), falei de cara para ela “pois é, acho que vou deixar a fono e fazer só mosaico”. Ela, mais que depressa disse “é aí que você se engana, será agora que você será mais fono...” Ainda estou pensando nessas hipóteses, mais o futuro a Deus pertence.

E, por fim, a minha mais nova musa, é a minha vizinha, amiga e confidente Ana Luiza. Novamente foi através dessa mulher que consegui enxergar as possibilidades comerciais do meu artesanato. A partir das inúmeras conversas que tivemos e temos, passei a acreditar no meu potencial artístico, e com isso, resolvi arriscar e ver no que vai dar.

Mãe, Cila, Morgânia, Célia, Cristina, Zá, D. Zina, Nane, Ana Luiza, minhas tantas amigas espalhadas por esse mundo, muito obrigada por terem, de alguma forma, cruzado meu caminho e me mostrado novas possibilidades e oportunidades. A vocês todas, meu muito obrigado. Continuem assim, simplesmente existindo que a vida de cada uma de vocês é um belo exemplo, e é para vocês que ofereço essa bela música da Rita Ribeiro: Há mulheres.

Um abraço, com carinho

Lidiane – Rocha das Artes

quarta-feira, 13 de junho de 2007

Tudo passa...

Quando a gente está no meio do furacão não dá para falar de como ele é, o melhor é esperar ele passar e ver o que restou. É dessa maneira que me sinto perante algumas situações complicadas da vida. O problema é que quando estou no meio do furacão, acredito que não consigo ver como ele realmente é porque as lágrimas me impedem.

Quando a vida me surpreende com alguma situação diferente da que eu queria, ou planejava, o futuro fica nebuloso, não sei qual o caminho a seguir, e a melhor forma de resolver isso é ir falando sobre o problema. No começo é doloroso, às vezes o melhor é até ficar quieta, mas a cada vez que conto a história, menor é o peso.

Os amigos têm um poder um poder salvador muito grande, agradeço muito a Deus cada um dos meus amigos, pois sempre conto com eles, e é assim que a vida segue seu caminho.

E, agora que estou mais “leve” só me lembro de uma conversa que tive com minha irmã outro dia. Nessa conversa era ela que estava com problemas, e eu, achando que ia ajudar soltei a pérola “calma, tudo passa”, e ela mais que depressa completou, “a sim, tudo passa mesmo, a uva passa, a banana passa...”

Um abraço e até mais,

Lidiane/ Rocha das Artes

segunda-feira, 28 de maio de 2007

O clima em Recife

Todos sabem que, pessoas amadas à parte (de lugares, inclui-se Barão Geraldo), o que mais sinto falta aqui em Recife é o frio.

Eu amo o inverno, não deve ser à toa que nasci em pleno inverno (julho). Amo as roupas de frio, cachecóis, botas... Pois aqui, isso tudo é um exagero descabido.

O clima aqui em Recife não varia muito, é sempre acima dos 20 graus e, com um período de habitação maior que 1 ano fiz minhas duas próprias definições do clima daqui.

  1. Aqui o clima divide-se em dois:
  • O quente e úmido, ou “verão”. Vai normalmente de agosto até, aproximadamente meados de maio, chove às vezes e sempre se transpira muito.
  • O quente e molhado, ou o “inverno”. Compreende os outros meses, onde a chuva não faz cerimônia para aparecer, ela simplesmente cai a qualquer hora, qualquer momento. Nesta é poça você pode até não transpirar, mas certamente irá se molhar com alguma chuva. É este o inverno daqui. Totalmente o oposto do que o que eu conhecia, frio e seco. O nariz agradece, porém a saudade fica.

2. A outra definição é baseada em possibilidades gustativas, e novamente dividida em 2.

  • Primeiro período: compreende o “verão”. Neste período que é o mesmo dos meses citados acima é totalmente impossível tomar leite quente com chocolate no café da manhã.
  • Segundo período: compreende o “inverno”, e neste, apesar dos suores repentinos é possível degustar calmamente uma generosa caneca de leite quente com chocolate. Chocolate qualquer não vale, só vale à pena se for Toddy, e do tradicional, o da tampa amarela.

E, o bom é que eu estou agora na época boa, época de leite com toddy no café da manhã.

Cada sabor traz consigo um batalhão de sensações e lembranças. Para mim, meu leite com toddy lembra a casa dos meus pais. Eu me lembro do meu irmão Nato tomando seu copo leite, bem quente, com toddy num copo de vidro, onde 1/3 do copo é toddy... Leite quente com toddy tem, para mim, gosto de família.

E, como o assunto é café da manhã., lembrei também do pão, sempre fresquinho, que meu pai compra diariamente.

Certa vez foi preciso pedir para meu pai parar de comprar pó de café. Todo dia ele estava trazendo, junto com os pães, um saquinho de pó de café. Diz ele que é vergonhoso ir à padaria só para comprar pão... Coisas do “Seu Dedé”.

sexta-feira, 18 de maio de 2007

L I M I T E

É tão fácil falar de limite, ainda mais quando é para os outros, mas quando o negócio é para o nosso lado a coisa se complica.

Pois é, estou sentindo na pele, ou melhor no ombro esquerdo, a limitação do meu corpo.

Eu me considero um “tratorzinho” na hora de trabalhar. Procuro dar o máximo de mim na esperança de chegar ao fim. Sempre foi assim. Já me deparei várias vezes varando madrugada para terminar algo, indo ainda além do cansaço para alcançar o objetivo final. Mais será que é o certo? Agora estou na dúvida.

Nos tempos de mestrado, quando ainda estava em Barão Geraldo me enfiava dentro de casa e mau via a rua. Várias vezes até pedia para Popa levar comida para mim só para não ter que parar com o trabalho. Nesse período meu corpo também sinalizou seus limites: engordei, e chegou um dia em que minhas mãos doíam, todo os dedos pediram para eu descansar. Com tamanha pressão acabei cedendo um pouco. Porém na verdade ceder não é muito fácil e confesso, vergonhosamente, que sou “duro na queda”.

A convivência com Popa tem me mostrado o outro lado, novas possibilidades. Ainda tenho insegurança. Fico com medo de parar um trabalho antes do fim. É como se não pudesse. E aí agora, tenho de brinde uma tendinite de ombro. Sei que é algo simples e passageiro, porém preciso rever meus conceitos.

Com a trabalheira para a exposição corri muito e não tive muito tempo para parar. A exposição foi no dia 28, e já no dia 04 embarquei para Buenos Aires (essa é outra etapa, muito por sinal que conto em outra hora) e lá junto com a frente fria veio os primeiros sinais da tendinite. Na volta procurei ajuda médica e comecei fisioterapia com a Mônica. Melhorei e já viu, parei o remédio, relaxei com a fisio e não coloquei gelo. Ah, e mais, para completar a cena fiz 8 (isso mesmo “oito”) horas de mosaico nessa última quarta. Durante a manhã de ontem trabalhei sem problemas, inclusive até, dizendo para os meus pacientes que já estava boa. Porém “alegria de pobre dura pouco” e logo depois do almoço a bichinha voltou com força total. E agora cá estou eu morrendo de vontade de fazer artesanato e com limitações.

Estou me lembrando de vários conselhos e orientações que tanto digo para os outros e vendo na pele o que acontece quando não damos atenção ao nosso corpo. Talvez seja essa consciência o motivo do meu bico. É ruim aceitar o que temos de errado, nossos defeitos. A frase de Caetano é perfeita: “cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é”. Na delícia muitas vezes nem nos lembramos de agradecer, ou mesmo de curtir com carinho e amor as vantagens da nossa saúde. Mas na dor a reclamação é geral.

Agora preciso redirecionar minhas atitudes, rever meus trabalhos e principalmente cuidar mais do meu corpo. Tenho sido muito relapsa com ele, e ele está reclamando.

Vou tentar me organizar, propiciar mais momentos para “desanuviar”, quem sabe assim o equilíbrio volta e fica por muito, muito mais tempo. Preciso aprender mais o modo de vida de Popa: desanuviar a mente para trabalhar melhor.

quinta-feira, 10 de maio de 2007

Portfolio

Pessoal, pessoal, olha só se não sou eu né, esqueci de colocar o link para as fotos dos artesanatos. Então para facilitar a vida de todos, aqui está:

http://www.flickr.com/photos/7729906@N07

Quanto a novidades logo escreverei mais.
Um abraço para todos, com carinho sempre,
Lidi