Aqui está tudo o que consigo escrever sobre coisas, fatos e acontecimentos que me comovem a ponto de querer deixar um registro. Para saber sobre minhas produções manuais acesse minha fanpage: https://www.facebook.com/RochaDasArtes
quinta-feira, 9 de abril de 2009
Reflexão sobre o merecimento
O pontapé inicial para isso foi o evangelho dos dons que ouvi em uma missa lá no ano passado. Não me recordo nem o livro e muito menos o capítulo, mas fala sobre uma parábola, na qual um senhor que, antes de viajar entrega os dons (dotes) aos seus funcionários de acordo com suas habilidades. A um deu 1, ao outro, 2 e ao outro 5. Ao voltar o que ficou com 1 devolveu 1, o outro devolveu 4 e o último 10. Ao final, o que entregou só 1 ficou sem nenhum, e aos que multiplicaram, mais lhe foram dados.
Fiquei pensando muito a respeito disso, e percebi que isso é feito conosco a cada momento.
Cada um de nós recebeu “um dote” de Deus, e o que estamos fazendo com ele? O que eu estou fazendo com os dotes que ele me “emprestou”?
Sim, pois tenho certeza que tudo que tenho em vida é apenas um empréstimo, que no final de minha trajetória ele irá cobrar, e aí qual será a minha resposta...
Tenho procurado não enterrar nada do que sei com a desculpa de falta de tempo, falta de interesse.
Minha mãe sempre fala uma frase: “o saber não ocupa lugar”. E acredito que seja esse o caminho.
Aprender sempre, e procurar passar ao outro um pouco, quem sabe assim o dote se multiplica.
O mesmo penso a respeito de minhas filhas. Antes mesmo de serem minhas elas são de Deus, e, como estou lidando com tão valorosos dotes?
Eu e Popa não temos medido esforços para fazer, antes de ser o melhor para elas, fazer o que é certo. Esperamos com isso multiplicar amor, ternura, alegria sabedoria, criatividade e tudo o mais que Deus tem nos dado, quem sabe assim, consigamos cumprir nossa missão com êxito.
Não quero entrar mais afundo nesse tema, afinal só foi escrito para que eu não usasse a desculpa de “enterrar” essa idéia.
Um abraço,
Lidiane, 09/04/09
Obrigada pai
Lembro-me que ao pedir a bênção a ele, ele respondia:
“Que deus lhe dê boa sorte!”
Acho isso de muita sabedoria, coisas que só os pais sabem fazer.
Agora que “virei” mãe estou tomando emprestada essa sabedoria e, antes de sair do quarto de minhas filhas à noite, digo essa mesma frase a elas.
Tenho certeza que isso só vem acrescentar as boas coisas que meu pai deixou.
Saudades,
Lidiane, 09/04/09
Maternidade
Mas é também virar torcedora incondicional.
Eu torço por tudo. Para que comam bem, que tenham saúde, que façam coco, xixi, etc, etc...
Ser mãe é perder o romantismo.
Antes o presente para o esposo era embrulhado, vinha com cartão, agora estou feliz por ter conseguido comprar, isso porque foi pela Internet e a santa da minha mãe que pagou o boleto para mim.
Ser mãe é perder todo o domínio do seu corpo da cintura para cima. Virou domínio das Marias, e por conta delas meus seios nunca ficaram tão expostos.
Ser mãe é também adorar ter um momento para respirar. Quando consigo sair só para fazer algo em menos de meia hora, é fantástico ver que o mundo continua no seu ritmo, e, quem sabe, logo farei parte dele novamente.
Adoro ver os dias passarem. Aqui em casa tem uma folhinha do Sagrado Coração de Jesus com páginas diárias, sempre as tirava com maior gosto, agora ainda bem que tem minha mãe. Ainda sobre o tempo, tenho outro mini calendário na geladeira, já tem 3 meses que só vim a tirar a folha depois do dia 3...
Mas acima de tudo isso, ser mãe é ter contato com o maior amor do mundo.
Minhas filhas são meu foco total agora, é para elas e por elas que faço tudo.
É claro que corujice não pode faltar, pois elas são muito graciosas e espertas. A cada dia é uma nova descoberta. Elas já mudaram muito desde o nascimento.
E por falar em mudança, até agora ainda não ficou muito claro para nós de casa se elas são ou não idênticas.
Maria Helena nasceu menor, e por isso era bem fácil ver as diferenças, porém agora ela está cada vez mais semelhante à Maria Luiza.
Desde que chegaram em casa Maria Helena usava brincos de estrelinha e Maria Luiza brincos de bolinha. Porém elas ganharam pulseiras do meu irmão Renato: de bolinha para Maria Helena e de pedrinhas coloridas para Maria Luiza. Agora as pulseiras já servem e imaginem, trocamos os brincos. Confesso que fiquei perdida, isso porque acreditava que sabia quem era quem independente dos brincos. Foram uns dias de fiasco, mas agora acredito que já melhorei...
Lidiane, 09/04/09
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
Há um mês...
Dia 09/01/09 nasceram as minhas amadas filhas: Maria Helena e Maria Luiza.
Desde então tudo o que sabia sobre amor caiu por terra, tudo se transformou em mais e aí se multiplicou por dois, por 4, por mais, muito mais.
O amor é maior, eu as amo mais a cada minuto, através delas amo mais todos ao meu redor.
Meu amor pelo meu marido aumentou, meu amor pela minha mãe, que graças a Deus está aqui acompanhando e participando de cada fase dessa história.
Se um filho já muda tudo imagine 2!
Nunca rezei tanto, nunca fiquei com cara de boba por tanto tempo, nunca me cansei tanto, nunca fiquei tão extasiada por tanto tempo...
Sabe aquela sensação de paixão, que você se sente com as pernas meio bambas, e se encanta com tudo, absolutamente tudo o que outro faz, ou apenas por ele existir, então é isso aí, mais por duas ao mesmo tempo.
Nesse 1 mês aprendi que sozinha não sou nada, que preciso de ajuda mais que tudo.
Nesse 1 mês aprendi que amamentar é doação e entrega, mas na verdade, a realidade não é tão romântica assim, e dói, para depois dar prazer e satisfação.
Nesse 1 mês aprendi que nunca saberei nada sobre o encantamento da maternidade, afinal ele é maior que qualquer expressão em palavras.
As meninas estão saudáveis e fortes (a como choram fortes!!!) e, aos pouquinhos vão crescendo e, primeiro preenchendo as roupinhas para depois perdê-las.
E assim, com muita alegria vou deixando registrado por aqui o primeiro mesversário das minhas gêmeas.
Que Deus nos reserve muitas datas comemorativas e muitas inspirações.
Um abraço com carinho,
Lidiane, 09/02/09
quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
Mais um ano vai se acabando...
Este ano minha vida tomou rumos nunca antes imaginados. Por outro lado, o sonho mais desejado dos últimos anos tem sido realizado, ou melhor, gerado, em dose dupla aqui dentro meu ventre.
É difícil fazer um “balanço” de 2008, mas com certeza este é um ano amplo, intenso, sofrido, generoso, e cheio de realizações que sempre será lembrado, e por tudo isso junto.
A saudade do meu pai não passará.
O afeto e amor da família frente ao acontecido, cada um reagindo a sua maneira.
Nunca me esquecerei da grandiosidade da presença constante do meu irmão Liço naqueles piores dias de nossas vidas em Ribeirão Preto...
A generosidade de cada amigo nesse momento difícil foi uma força importante para a vida seguir seu rumo.
O carinho, a compreensão e a ajuda das pessoas no meu trabalho.
E, apesar da dor e da saudade a vida não parou e continuou.
Neste ano conseguimos realizar o sonho da casa própria.
Graças à ajuda de nossos pais (e meu pai ajudou mesmo!!!) conseguimos nos mudar, e agora definitivamente.
Praticamente junto com o apartamento veio a melhor notícia do ano que é a gestação, e depois a gemelaridade, e depois saber que são duas meninas.
É impossível quantificar, qualificar esse ano de 2008.
Só peço a Deus que continue a nos abençoando e, que em 2009 a vida continue seguindo o seu rumo, quem sabe de uma forma mais amena, com mais riso, mais vida.
Também peço a Deus que abençoe com muita saúde e alegria a cada um de vocês, meus queridos amigos. Com certeza, a amizade de vocês faz cada pedaço da vida melhor, mesmo os mais difíceis.
Desejo a todos um Feliz e Santo Natal, com gosto e cheiro de família, amor, amizade, e um 2009 com felicidade e conquistas em dobro.
Um abraço, com carinho,
Lidiane
domingo, 19 de outubro de 2008
Agora eu já sei!
Há exato um ano atrás eu estava passando por período de incerteza, sem saber ao certo o porque das coisas, mas apesar de tudo eu tinha a convicção de que nada era por acaso.
No dia 19 de outubro de 2007 eu soube o resultado do concurso da aeronáutica. Concurso esse que me fez mudar radicalmente de vida em menos de 3 meses. Por ele eu me dediquei fundo e não consegui por pouco, muito, muito pouco (para maiores detalhes ver texto Eu realmente não sei).
No entanto, além dessa sensação de que faltava algo para eu saber, também tive comigo uma certeza constante: “O Senhor é meu pastor e nada me faltará”.
E apoiada na fé e na confiança no meu Deus eu sabia que tristezas à parte, o tempo me faria entender aquela situação com olhos melhores. E assim, com ajuda do tempo, hoje, na mesma data de tanta confusão frente aos fatos do ano passado, hoje para mim é dia de muita alegria de agradecer a Deus.
Eu podia estar chateada e inconformada que meio décimo não passei no concurso, mas não, estou feliz.
Hoje tenho a certeza de que tal concurso foi um instrumento divino para que eu conseguisse feitos maiores e muito mais valiosos.
Sem tal concurso eu estaria com sobrepeso e me achando bem, porém não via que isso também era empecilho para minha fertilidade.
Vamos lá, caso tivesse conseguido a vaga tão desejada teria saído do meu trabalho em dezembro, porém neste janeiro muitas outras coisas aconteceram, e a perda do meu pai, frente a tudo isso fez com que eu ficasse um mês todo em Guariba. Conclusão: caso tivesse conseguido tal vaga, estaria sem emprego, pois o treinamento iniciou antes de eu ter voltado para casa. E vamos e venhamos, minha família está sempre à frente do meu trabalho.
E por fim, meses depois soube a feliz notícia da minha gestação, e com isso, minha vida tem mudado muito, e sempre para muito melhor.
Tem sido um mar de novidades, com detalhes, conquistas e realizações. A gestação das nossas queridas e aguardadas gêmeas trouxe um ânimo novo para toda a família. E, agora com tudo isso, eu só posso mesmo é agradecer a Deus por tamanha bondade e amor que tem para comigo. Olhando em retrospectiva, eu vejo exatamente que cada detalhe, cada entrave que houve (e há) na minha vida, são etapas de um processo maior, arquitetado por Ele para que minha vida seja cada vez mais um motivo de agradecimento e louvor.
Meu Deus, eu te agradeço por tudo o que tens feito em minha vida e te peço para guiar meu coração, para que eu seja calma e mansa e consiga ver Suas ações por detrás das minhas angústias.
Um abraço,
Lidiane, 19/10/08
quarta-feira, 27 de agosto de 2008
Não sou Picasso mais iniciei minha fase Rosa!
Pois é, minha gestação tem sido muito boa. A cada momento é uma nova descoberta, uma nova alegria.
Primeiro, a própria confirmação, depois a notícia da gemelaridade, e agora, o descobrimento de quem são essas pessoinhas que habitam meu ventre.
Na última ultra-sonografia descobrimos que são duas meninas.
Ainda não dá para saber se são uni ou bivitelinas, pois, mesmo tendo placentas separadas elas ainda sim, podem ter se dividido bem no início, ou seja, precisaremos aguardar as cenas dos próximos capítulos...
O mundo da maternidade e paternidade é cheio de novidades e encantos, a começar pelas proporções totalmente irreais de tamanho das roupas, quantidades de fraldas entre muitas outras coisas que só descobriremos quando elas estiverem aqui do lado de fora.
Os nomes já haviam sido escolhidos, alguns há anos, outros nem tanto.
As opções masculinas eram (e são, para quem sabe o futuro) homenagens aos avós: José Francisco, meu pai, e José Luiz. Para o segundo nome, o José é complemento, pois o avô e o bisavô paterno são Luiz.
Mas as “donas da minha cabeça” são as encantadoras Maria Luiza e Maria Helena.
Nem sei ao certo quando foi que decidi por Maria Luiza. Foi, provavelmente há quase uma década atrás, num período onde Tom Jobim era fundo musical freqüente. Dessa forma, mesmo sabendo que minha Maria Luiza dificilmente terá “cabelo amarelo e olhos cor de chuchu” não resisti ao encanto infantil da música, e desde então decidi que teria uma Maria Luiza.
Maria Helena foi escolhido agora. Precisávamos de um nome delicado e tão bonito quanto. Aos poucos fomos excluindo alguns, e quando vimos, Maria Helena já era a opção mais querida.
E, assim, na espera de nossas Marias nosso mundo aqui em casa (e familiares próximos) começa a exalar a feminilidade e delicadeza dos tons cor-de-rosa.
O momento é de alegria, organização, dedicação desde já integral a elas.
Aos poucos elas vão tomando conta da casa, seja com os cheirinhos de bebê, com as roupinhas, os móveis...
É tudo um grande sonho.
Não paro de me encantar e de admirar com o milagre da vida. A maternidade por si só já seria um acontecimento, e dessa maneira tem sido duplamente especial.
A cada exame, a cada consulta, vamos aos poucos nos conhecendo e fazendo a ligação de afeto e carinho só possível de acontecer nas famílias.
Ainda não as sinto mexer, pois deve haver muito espaço lá dentro, no entanto a barriga cresce admiravelmente a cada dia.
A maternidade, para mim tem sido uma bênção de Deus.
Agradeço sempre e faço questão de compartilhar cada descoberta.
Um abraço cor-de-rosa,
Lidi