quinta-feira, 10 de junho de 2010

Relaxe... se puder...

Sabe daqueles dias em que a vontade que ele acabe reina o tempo todo.
Pois ontem foi mais ou menos isso.
As meninas estavam bem, aliás ligadas até demais. A alegria era derramar água; na roupa, no sofá, no chão. Depois de ontem acho que só vou voltar a treinar tomar água no copinho quando elas fizerem 15 anos!!!!
Mas eu é que estava num dia "não".
O cabelo está feio, estou acima do peso, e pra combinar isso influi direto na minha coluna, que anda dando sinais de alerta para eu me cuidar.
Além disso tem o ciclo vicioso do stress.
Helena esteve com uma gripe bem forte, carregada com febre na semana passada, por conta disso dormimos muito mal. Além disso os dias foram bem agitados, pois se uma dormisse a outra demorava ou não dormia, dessa forma descanso nulo.
E assim a semana finalmente acabou.
Com esse ritmo, fazer qualquer prática de yoga de manhã é inviável, tempo que aliás é o único que tenho pra trabalhar.
Sendo assim, nem yoga, nem trabalho, e quando não produzo nada fico meio pra baixo, como se "só" cuidar, brincar, educar, alimentar, e porque não estimular o desenvolvimento de linguagem delas fosse pouco...
Coisas da minha cabeça (dura!).
Mas em meio a tudo isso ainda sim ontem consegui ir a aula de yoga, que graças à Deus é exatamente na casa dos meus vizinhos.
Com tanta caraminhola na cabeça a prática aconteceu mas fiquei o tempo todo lembrando muito da respiração para poupar o máximo da minha coluna e tratá-la com carinho.
Final da aula: relaxamento.
Logo que deito começo a pensar em tudo isso que escrevi acima, sem conseguir fazer minha mente se aquietar, e quando finalmente desligo de mim ouço o som externo: choro de criança.
Não qualquer criança, uma de minhas filhas, que pela distância e altura ousei pensar que fosse Maria Helena.
Terminei o mais rápido que pude e ao entrar em casa confirmei com Popa, realmente pouco antes de voltar, ela deu um escândalo de poucos segundos (que parecem sempre a eternidade) sem motivo palpável.
Por essas e outras estou "tentando" relaxar.
Um abraço para quem passa por aqui,
Lidiane

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

happy hour

Não podia deixar de relatar.
Hoje, as meninas com 1 ano e 20 dias fizemos nosso primeiro happy hour, só nós 4!
E podemos dizer que foi um sucesso.
Bendita seja a pizza, e para mim a melhor de todas, a Marguerita!
Elas foram conosco, andaram o bar todo (eu confesso: entrei com Helena no banheiro masculino)!
Mas o detalhe que fez diferença: nós fomos os primeiros (e únicos enquanto estivemos por lá) fregueses do bar desta sexta-feira.
Outra coisa que me lembrei: fazia com certeza mais de 1 ano que não comia pizza fora de casa, por aqui ela sempre tem vindo nas caixas pelos motoboys.
Pizza assada em forno a lenha e comida na horinha, sem caixa é outra coisa.
Essa foi a primeira de muitas saídas de nossa pequena grande família, afinal de contas, respirar é preciso.

Ah, nesse domingo será o "batizado carnavalesco" das meninas, pois o religioso ocorreu no domingo de carnaval do ano passado.
Iremos os 4 no Guaiamum Trelosinho ano 1.
Guaiamum Treloso é um bloco bem tradicional daqui, e neste ano a versão infantil é novidade e contará com nada mais, nada menos que "Palavra Cantada".
Fantasias prontas é só acalmar a ansiedade da mãe.

Um abraço e bom final de semana.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Debaixo d’água

“Debaixo d’água tudo era mais bonito
mais azul mais colorido
só faltava respirar”

Arnaldo Antunes

Pois é, é assim mesmo que me sinto sendo mãe. É a melhor e mais intensa sensação que podia imaginar.
É algo que supera a canseira e todo o resto, mas... tenho que respirar.
É como se eu precisasse me lembrar que sou eu, ter algum tempinho pra poder correr, sair só, ficar com Popa, ou mesmo conversar com amigas, nem que seja pelo telefone.
Pelo menos acredito que meus períodos respiratórios são bem espaçados, dessa forma vou me ajustando com as meninas e, juntas vamos levando.
Mas apesar de ter que respirar, digo, friso e repito: viver com elas é maravilhoso. A cada dia elas estão mais bonitas, mais sabidas, mais independentes, se tornando (como diz o pai) “pessoinhas”.
Novos dentes estão surgindo, já andam com uma certa desenvoltura, já simbolizam algumas coisas, e Luiza já diz papai, mamãe e água.
Helena diz mamãe , mas só quando quer.
E é tudo mais azul mais colorido com elas por perto que muitas vezes nem percebo que meu tempo de respirar quase já se foi...
Lidiane, 28/01/10

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Para minha irmã

Queria Cila, o tempo passa os caminhos nos levam para lugares distantes, muito embora o pensamento e o amor estejam sempre presentes.
A vida adulta faz com que as imagens da infância se transformem em algo mágico.
É bom e ao mesmo tempo triste, no sentido do saudosismo que não volta mais, lembrar do tempo em que morávamos na Usina, que os meninos eram meninos, do tempo em que sabíamos, desde sempre, que quem ia estudar fora precisava de mais carinho, de mais chocolate.
Lembra, que a caixa de bis e os biscoitos "São Luíz" eram para os meninos (e depois chegou a nossa vez, é claro)? E todos respeitávamos essa necessidade.
Mas tudo isso dói em lembrar que agora está cada um pra um lado, as ocupações nos distanciam.
Fico triste em não poder ser tão presente com você, ainda mais pelo tanto que você ama as meninas, mas o corpo não dá conta de fazer o que a cabeça e o coração pedem.
Gostaria que você pudesse entender...
Mas mesmo assim saiba que o amor é eterno.
Hoje tenho o privilegio de ver o crescimento das meninas e sei, que a cada dia o amor entre irmãs se cria e se fortalece, é maravilhoso, e cada uma do seu jeito, com sua personalidade, seu dengo, sua independência.
Faz tempo que gostaria de deixar registrado o quanto admiro o seu amor pelas meninas.
Sei que amor não se pede, não se agradece, apenas se dá, e peço desculpas pela falta de demonstração, mas saiba que da minha parte ele também existe, ele está aqui, e estará sempre, assim como também pelos meninos, nossos irmãos.
Cada vez que nos encontramos fica a sensação de que o tempo não deu, faltou.
É tão bom ver você e os meninos.
Penso em como tudo isso deve se processar na cabeça da nossa mãe.
Bem que ela me disse no aeroporto: "É neguinha você veio pra agitar nossas vidas..."
Desculpe a distância, amo todos vocês.
Fiquei muito emocionada com a música que você me trouxe.
E é claro, de novo tempo (ou falta dele), nem pude te dizer que chorei ao ouví-la.
É muito bom saber que você tem essa idéia de mim como "solar" e sonhadora, a música da Maria Gadú que é a minha trilha sonora atual, pois se pra você ela te faz lembar de mim, para mim ela me faz lembrar de você, e tudo de bom que você e faz, por mim, pra nossa mãe, para os nossos irmãos e para minha pequena grande família que está aqui esperando por você sempre. Você faz parte integrante das nossas histórias.
De novo, o amor não se agradece e nem se pede, apenas se dá, e como já foi dito (sabe Deus quem disse agora), "a medida do amor é amar demais".
Com todo o meu amor, pra você: Cila.

sábado, 21 de novembro de 2009

TEMPO....

Alguém por aí tem tempo pra vender, caso seja parcelado no cartão muito me interessa...
O humor tem que prevalecer, embora seja difícil, mas eu fiquei surperesa ao ver a data da última postagem, como faz tempo, como tanta coisa mudou por aqui.
Mas antes que pensem nas Marias elas continuam sim sendo meu Girassol e meu Miosotis.
Nessa lacuna temporal desde agosto as coisas por aqui mudaram muito.
Decidimos ficar sem doméstica e até final de outubro eu com a ajuda de minha mãe tentamos dar conta da casa e tivemos uma passadeira.
Os dias ficaram cansativos, mas a satisfação de saber que estava feito foi melhor que a frustração de ter pedido e explicado e nada ter ficado a contento.
Ainda nesse meio tempo coisas maravilhosas aconteceram e acontecem a cada dia com minhas filhas.
Maria Helena começou a engatinhar perto do período em que nasceu o primeiro dente de Maria Luiza, isso lá pelos 7 meses de ambas. Depois, é claro, Nasceu o primeiro dente de Helena que agora está com 2 e Maria Luiza já engatinha muito bem pela casa e exibe seus 2 dentes e meio.
Fizemos primeiro uma viagem curta, para Porto de Galinhas com elas só para dormir uma noite.
Nossa bagagem, que tinha desde vestido de casamento (esse foi o motivo da mesma) até bacia para banho.
Não vou entrar nos detalhes da bagagem, mas as meninas adoraram tudo.
Depois nossa grande aventura foi irmos com minha mãe a casa dela em Guariba, interior de São Paulo, mas essa é uma outra postagem.
Um abraço com carinho sempre,
Lidi
Ah, tentarei colocar as notícias em dia até o final do ano.

sábado, 22 de agosto de 2009

Meu girassol, meu miosotis

Há um tempinho vi, numa manhã da Ana Maria ela falar uma mensagem sobre “miosotis e girassol”. Era sobre as diferenças entre essas flores, que podem também serm vistas, visivelmente nas pessoas.
Pessoas “girassois” são mais fortes, resistem mais as adversidades do dia a dia. Já as pessoas “miosotis” são mais delicadas, precisam mais de atenção, cuidados.
Aqui em casa procuro sempre divivir tudo, e claro multiplicar meu amor pelas minhas filhas, mas é inevitável que cada uma delas precise de atenção diferente.
No começo foi difícil, achava que se pegasse mais uma do que a outra era dar menos amor...
Aos poucos vamos nos entendendo melhor e nesta semana caiu a minha ficha que na verdade tenho duas diferentes e lindas flores aqui em casa.
Enquanto meu girassol Helena procura sua independência, vai atrás do que quer e as vezes até reclama de excesso de colo, meu miosotis Luiza quer o contato físico sempre por perto. Ela reclama mais, precisa mais de colo, faz o possível e impossível para só dormir no acalento do colo.
Ser mãe é um aprendizado constante. Não canso de agradecer a Deus por essa oportunidade única e especial, ainda mais por estar o tempo todo com essas duas flores queridas e amadas.
Diferenças à parte o que faz a beleza do jardim é a variedade das flores.
Um abraço para todos que meu miosotis está requisitanto colo, enquanto meu girassol está tranquilamente apalpando o pé da minha cadeira.
Sábado, 5:34 am
Lidi

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Atualizaçoes

Há tempos quero e preciso escrever, para desabafar, contar, apenas escrever, mas tá dificil. Aqui em casa tem 3 computadores, não consigo usar nenhum, e quando chego neles as meninas me requisitam.
Mas tudo passa, a cada coisa, seu tempo.
Tudo se encaminha para o que lhe foi proposto.
Com calma voltarei a escrever mais, mas agora uma Maria me chama, e eu não posso deixá-la a me esperar.
Um abraço,
Lidi