quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Minhas Férias. Parte I: Barão Geraldo

A ansiedade é tanta, que nem sei sobre o que escrevo: família, amigos, V Turma...

Acho que “tudo ao mesmo tempo agora” não funciona né, sendo assim irei por partes.

Estou bem no meio de um turbilhão de emoções. Quase 1 ano e meio depois de casar e me mudar definitivamente para Recife, voltei para meu Estado natal com Popa, e, pela primeira vez, nós dois juntos. A viagem está ótima, tudo muito bom. O avião não atrasou, o café no aeroporto nem ficou tão caro, o ônibus para Campinas foi “um maná” depois de 4 horas dentro de um avião da Gol. E o melhor dessa Parte I: Barão Geraldo. Como eu amo aquele lugar. Barão, para mim, é um lugar encantado. É claro que algumas coisas mudaram, e quase todas, para melhor e mais bonito, mas a essência de Barão continua impecavelmente a mesma.

Chegar em Barão, reencontrar amigos, andar pelas ruas, foi maravilhoso.

Uma passada rápida pela Unicamp, e o melhor: “Empório do Nono”. E mais, a companhia especialíssima da minha amiga e madrinha Bete. Lá no Nono tempo parou. Em plena hora do almoço, não dava para comer comida no melhor boteco que já fui. Lá tem umas comidinhas , como a “porção do balcão”, com o único e irreprodutível rolinho de abobrinha com tomate seco e queijo parmesão. É claro que não comemos apenas isso. Os tais rolinhos vieram acompanhados de gorgonzola, mini salsichas e pão francês quentinho. Obviamente que tais iguarias de boteco só fazem sentido se acompanhadas com um belo copo de chope. E foi, dessa maneira, com chope e “brebots” que eu e Bete conversamos sobre tudo e nada, lá no Nono, em pleno horário de almoço na última sexta de agosto.

Terminado o almoço, havia ainda muito do dia para viver, e muitas alegrias por vir.

Mais reencontros. Logo depois do almoço Bete me deixou em frente à cooperativa de lixo reciclável de Barão, lá pude rever uma amiga e uma de minhas musas: a Nane. Com a Nane conversei mais um bocado e com a doce companhia dela fui visitar meu ex-trabalho, onde reencontrei também a Loriani.

Depois de reencontrar pessoas, passei pela parte de reencontrar lugares. Precisava andar pelas ruas de Barão. Ver e sentir as ruas, as casas, as calçadas, a terra vermelha, verificar os pés de amoras...

Pois é, uma doce parada no meio da tarde. Dei de cara com uma amoreira carregada de pretas e doces frutinhas. Comi, comi, comi, até minha língua ficar roxa.

Barão para mim é isso, uma emoção a cada hora. E olha que nem deu para visitar todos os locais que queria: a capela do Cristo Redentor com suas inesquecíveis missas aos sábados à noite, o laguinho da Unicamp, os teatros de barão (Lume, Barracão Teatro, Útero de Vênus),os grupos musicais, outros tantos bares, botecos, restaurantes e pizzarias, paisagens (como apreciar o pôr-do-sol no observatório da Unicamp).

E mais, no final da tarde houve reunião de amigos na casa de outro amigo: Alexandre. E dessa forma, com muitos amigos e reencontros felizes, terminamos o dia muito bem, e de uma forma bem típica, nosso dia terminou em pizza, e de forno à lenha!

No dia seguinte o tempo em Barão foi muito curto, de lá, partimos para o centro de Convivência. Fiquei muito feliz. A cidade está com uma cara ótima. A feirinha me surpreendeu com vários trabalhos de ótima qualidade e diversidade. Neste passeio a companhia dos amigos foi muito especial. Eu e Popa estivemos com pessoas muito queridas: Donato, Nara e Alexandre. E, em meio a tanta correria uma pausa para colocar alguns anos de distância em dia, com uma rápida conversa no estacionamento do Pão de Açúcar com a Gal, uma das minhas amigas dos tempos de Marília – V Turma.

E, dessa forma, com boas lembranças e uma saudade boa, com gostinho de quero mais, saímos de Campinas depois de 30 horas de alegrias e reencontros especiais.

Lidiane.

escrito em 01/09/07.

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