Não podia deixar de relatar.
Hoje, as meninas com 1 ano e 20 dias fizemos nosso primeiro happy hour, só nós 4!
E podemos dizer que foi um sucesso.
Bendita seja a pizza, e para mim a melhor de todas, a Marguerita!
Elas foram conosco, andaram o bar todo (eu confesso: entrei com Helena no banheiro masculino)!
Mas o detalhe que fez diferença: nós fomos os primeiros (e únicos enquanto estivemos por lá) fregueses do bar desta sexta-feira.
Outra coisa que me lembrei: fazia com certeza mais de 1 ano que não comia pizza fora de casa, por aqui ela sempre tem vindo nas caixas pelos motoboys.
Pizza assada em forno a lenha e comida na horinha, sem caixa é outra coisa.
Essa foi a primeira de muitas saídas de nossa pequena grande família, afinal de contas, respirar é preciso.
Ah, nesse domingo será o "batizado carnavalesco" das meninas, pois o religioso ocorreu no domingo de carnaval do ano passado.
Iremos os 4 no Guaiamum Trelosinho ano 1.
Guaiamum Treloso é um bloco bem tradicional daqui, e neste ano a versão infantil é novidade e contará com nada mais, nada menos que "Palavra Cantada".
Fantasias prontas é só acalmar a ansiedade da mãe.
Um abraço e bom final de semana.
Aqui está tudo o que consigo escrever sobre coisas, fatos e acontecimentos que me comovem a ponto de querer deixar um registro. Para saber sobre minhas produções manuais acesse minha fanpage: https://www.facebook.com/RochaDasArtes
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
Debaixo d’água
“Debaixo d’água tudo era mais bonito
mais azul mais colorido
só faltava respirar”
Arnaldo Antunes
Pois é, é assim mesmo que me sinto sendo mãe. É a melhor e mais intensa sensação que podia imaginar.
É algo que supera a canseira e todo o resto, mas... tenho que respirar.
É como se eu precisasse me lembrar que sou eu, ter algum tempinho pra poder correr, sair só, ficar com Popa, ou mesmo conversar com amigas, nem que seja pelo telefone.
Pelo menos acredito que meus períodos respiratórios são bem espaçados, dessa forma vou me ajustando com as meninas e, juntas vamos levando.
Mas apesar de ter que respirar, digo, friso e repito: viver com elas é maravilhoso. A cada dia elas estão mais bonitas, mais sabidas, mais independentes, se tornando (como diz o pai) “pessoinhas”.
Novos dentes estão surgindo, já andam com uma certa desenvoltura, já simbolizam algumas coisas, e Luiza já diz papai, mamãe e água.
Helena diz mamãe , mas só quando quer.
E é tudo mais azul mais colorido com elas por perto que muitas vezes nem percebo que meu tempo de respirar quase já se foi...
Lidiane, 28/01/10
mais azul mais colorido
só faltava respirar”
Arnaldo Antunes
Pois é, é assim mesmo que me sinto sendo mãe. É a melhor e mais intensa sensação que podia imaginar.
É algo que supera a canseira e todo o resto, mas... tenho que respirar.
É como se eu precisasse me lembrar que sou eu, ter algum tempinho pra poder correr, sair só, ficar com Popa, ou mesmo conversar com amigas, nem que seja pelo telefone.
Pelo menos acredito que meus períodos respiratórios são bem espaçados, dessa forma vou me ajustando com as meninas e, juntas vamos levando.
Mas apesar de ter que respirar, digo, friso e repito: viver com elas é maravilhoso. A cada dia elas estão mais bonitas, mais sabidas, mais independentes, se tornando (como diz o pai) “pessoinhas”.
Novos dentes estão surgindo, já andam com uma certa desenvoltura, já simbolizam algumas coisas, e Luiza já diz papai, mamãe e água.
Helena diz mamãe , mas só quando quer.
E é tudo mais azul mais colorido com elas por perto que muitas vezes nem percebo que meu tempo de respirar quase já se foi...
Lidiane, 28/01/10
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
Para minha irmã
Queria Cila, o tempo passa os caminhos nos levam para lugares distantes, muito embora o pensamento e o amor estejam sempre presentes.
A vida adulta faz com que as imagens da infância se transformem em algo mágico.
É bom e ao mesmo tempo triste, no sentido do saudosismo que não volta mais, lembrar do tempo em que morávamos na Usina, que os meninos eram meninos, do tempo em que sabíamos, desde sempre, que quem ia estudar fora precisava de mais carinho, de mais chocolate.
Lembra, que a caixa de bis e os biscoitos "São Luíz" eram para os meninos (e depois chegou a nossa vez, é claro)? E todos respeitávamos essa necessidade.
Mas tudo isso dói em lembrar que agora está cada um pra um lado, as ocupações nos distanciam.
Fico triste em não poder ser tão presente com você, ainda mais pelo tanto que você ama as meninas, mas o corpo não dá conta de fazer o que a cabeça e o coração pedem.
Gostaria que você pudesse entender...
Mas mesmo assim saiba que o amor é eterno.
Hoje tenho o privilegio de ver o crescimento das meninas e sei, que a cada dia o amor entre irmãs se cria e se fortalece, é maravilhoso, e cada uma do seu jeito, com sua personalidade, seu dengo, sua independência.
Faz tempo que gostaria de deixar registrado o quanto admiro o seu amor pelas meninas.
Sei que amor não se pede, não se agradece, apenas se dá, e peço desculpas pela falta de demonstração, mas saiba que da minha parte ele também existe, ele está aqui, e estará sempre, assim como também pelos meninos, nossos irmãos.
Cada vez que nos encontramos fica a sensação de que o tempo não deu, faltou.
É tão bom ver você e os meninos.
Penso em como tudo isso deve se processar na cabeça da nossa mãe.
Bem que ela me disse no aeroporto: "É neguinha você veio pra agitar nossas vidas..."
Desculpe a distância, amo todos vocês.
Fiquei muito emocionada com a música que você me trouxe.
E é claro, de novo tempo (ou falta dele), nem pude te dizer que chorei ao ouví-la.
É muito bom saber que você tem essa idéia de mim como "solar" e sonhadora, a música da Maria Gadú que é a minha trilha sonora atual, pois se pra você ela te faz lembar de mim, para mim ela me faz lembrar de você, e tudo de bom que você e faz, por mim, pra nossa mãe, para os nossos irmãos e para minha pequena grande família que está aqui esperando por você sempre. Você faz parte integrante das nossas histórias.
De novo, o amor não se agradece e nem se pede, apenas se dá, e como já foi dito (sabe Deus quem disse agora), "a medida do amor é amar demais".
Com todo o meu amor, pra você: Cila.
A vida adulta faz com que as imagens da infância se transformem em algo mágico.
É bom e ao mesmo tempo triste, no sentido do saudosismo que não volta mais, lembrar do tempo em que morávamos na Usina, que os meninos eram meninos, do tempo em que sabíamos, desde sempre, que quem ia estudar fora precisava de mais carinho, de mais chocolate.
Lembra, que a caixa de bis e os biscoitos "São Luíz" eram para os meninos (e depois chegou a nossa vez, é claro)? E todos respeitávamos essa necessidade.
Mas tudo isso dói em lembrar que agora está cada um pra um lado, as ocupações nos distanciam.
Fico triste em não poder ser tão presente com você, ainda mais pelo tanto que você ama as meninas, mas o corpo não dá conta de fazer o que a cabeça e o coração pedem.
Gostaria que você pudesse entender...
Mas mesmo assim saiba que o amor é eterno.
Hoje tenho o privilegio de ver o crescimento das meninas e sei, que a cada dia o amor entre irmãs se cria e se fortalece, é maravilhoso, e cada uma do seu jeito, com sua personalidade, seu dengo, sua independência.
Faz tempo que gostaria de deixar registrado o quanto admiro o seu amor pelas meninas.
Sei que amor não se pede, não se agradece, apenas se dá, e peço desculpas pela falta de demonstração, mas saiba que da minha parte ele também existe, ele está aqui, e estará sempre, assim como também pelos meninos, nossos irmãos.
Cada vez que nos encontramos fica a sensação de que o tempo não deu, faltou.
É tão bom ver você e os meninos.
Penso em como tudo isso deve se processar na cabeça da nossa mãe.
Bem que ela me disse no aeroporto: "É neguinha você veio pra agitar nossas vidas..."
Desculpe a distância, amo todos vocês.
Fiquei muito emocionada com a música que você me trouxe.
E é claro, de novo tempo (ou falta dele), nem pude te dizer que chorei ao ouví-la.
É muito bom saber que você tem essa idéia de mim como "solar" e sonhadora, a música da Maria Gadú que é a minha trilha sonora atual, pois se pra você ela te faz lembar de mim, para mim ela me faz lembrar de você, e tudo de bom que você e faz, por mim, pra nossa mãe, para os nossos irmãos e para minha pequena grande família que está aqui esperando por você sempre. Você faz parte integrante das nossas histórias.
De novo, o amor não se agradece e nem se pede, apenas se dá, e como já foi dito (sabe Deus quem disse agora), "a medida do amor é amar demais".
Com todo o meu amor, pra você: Cila.
sábado, 21 de novembro de 2009
TEMPO....
Alguém por aí tem tempo pra vender, caso seja parcelado no cartão muito me interessa...
O humor tem que prevalecer, embora seja difícil, mas eu fiquei surperesa ao ver a data da última postagem, como faz tempo, como tanta coisa mudou por aqui.
Mas antes que pensem nas Marias elas continuam sim sendo meu Girassol e meu Miosotis.
Nessa lacuna temporal desde agosto as coisas por aqui mudaram muito.
Decidimos ficar sem doméstica e até final de outubro eu com a ajuda de minha mãe tentamos dar conta da casa e tivemos uma passadeira.
Os dias ficaram cansativos, mas a satisfação de saber que estava feito foi melhor que a frustração de ter pedido e explicado e nada ter ficado a contento.
Ainda nesse meio tempo coisas maravilhosas aconteceram e acontecem a cada dia com minhas filhas.
Maria Helena começou a engatinhar perto do período em que nasceu o primeiro dente de Maria Luiza, isso lá pelos 7 meses de ambas. Depois, é claro, Nasceu o primeiro dente de Helena que agora está com 2 e Maria Luiza já engatinha muito bem pela casa e exibe seus 2 dentes e meio.
Fizemos primeiro uma viagem curta, para Porto de Galinhas com elas só para dormir uma noite.
Nossa bagagem, que tinha desde vestido de casamento (esse foi o motivo da mesma) até bacia para banho.
Não vou entrar nos detalhes da bagagem, mas as meninas adoraram tudo.
Depois nossa grande aventura foi irmos com minha mãe a casa dela em Guariba, interior de São Paulo, mas essa é uma outra postagem.
Um abraço com carinho sempre,
Lidi
Ah, tentarei colocar as notícias em dia até o final do ano.
O humor tem que prevalecer, embora seja difícil, mas eu fiquei surperesa ao ver a data da última postagem, como faz tempo, como tanta coisa mudou por aqui.
Mas antes que pensem nas Marias elas continuam sim sendo meu Girassol e meu Miosotis.
Nessa lacuna temporal desde agosto as coisas por aqui mudaram muito.
Decidimos ficar sem doméstica e até final de outubro eu com a ajuda de minha mãe tentamos dar conta da casa e tivemos uma passadeira.
Os dias ficaram cansativos, mas a satisfação de saber que estava feito foi melhor que a frustração de ter pedido e explicado e nada ter ficado a contento.
Ainda nesse meio tempo coisas maravilhosas aconteceram e acontecem a cada dia com minhas filhas.
Maria Helena começou a engatinhar perto do período em que nasceu o primeiro dente de Maria Luiza, isso lá pelos 7 meses de ambas. Depois, é claro, Nasceu o primeiro dente de Helena que agora está com 2 e Maria Luiza já engatinha muito bem pela casa e exibe seus 2 dentes e meio.
Fizemos primeiro uma viagem curta, para Porto de Galinhas com elas só para dormir uma noite.
Nossa bagagem, que tinha desde vestido de casamento (esse foi o motivo da mesma) até bacia para banho.
Não vou entrar nos detalhes da bagagem, mas as meninas adoraram tudo.
Depois nossa grande aventura foi irmos com minha mãe a casa dela em Guariba, interior de São Paulo, mas essa é uma outra postagem.
Um abraço com carinho sempre,
Lidi
Ah, tentarei colocar as notícias em dia até o final do ano.
sábado, 22 de agosto de 2009
Meu girassol, meu miosotis
Há um tempinho vi, numa manhã da Ana Maria ela falar uma mensagem sobre “miosotis e girassol”. Era sobre as diferenças entre essas flores, que podem também serm vistas, visivelmente nas pessoas.
Pessoas “girassois” são mais fortes, resistem mais as adversidades do dia a dia. Já as pessoas “miosotis” são mais delicadas, precisam mais de atenção, cuidados.
Aqui em casa procuro sempre divivir tudo, e claro multiplicar meu amor pelas minhas filhas, mas é inevitável que cada uma delas precise de atenção diferente.
No começo foi difícil, achava que se pegasse mais uma do que a outra era dar menos amor...
Aos poucos vamos nos entendendo melhor e nesta semana caiu a minha ficha que na verdade tenho duas diferentes e lindas flores aqui em casa.
Enquanto meu girassol Helena procura sua independência, vai atrás do que quer e as vezes até reclama de excesso de colo, meu miosotis Luiza quer o contato físico sempre por perto. Ela reclama mais, precisa mais de colo, faz o possível e impossível para só dormir no acalento do colo.
Ser mãe é um aprendizado constante. Não canso de agradecer a Deus por essa oportunidade única e especial, ainda mais por estar o tempo todo com essas duas flores queridas e amadas.
Diferenças à parte o que faz a beleza do jardim é a variedade das flores.
Um abraço para todos que meu miosotis está requisitanto colo, enquanto meu girassol está tranquilamente apalpando o pé da minha cadeira.
Sábado, 5:34 am
Lidi
Pessoas “girassois” são mais fortes, resistem mais as adversidades do dia a dia. Já as pessoas “miosotis” são mais delicadas, precisam mais de atenção, cuidados.
Aqui em casa procuro sempre divivir tudo, e claro multiplicar meu amor pelas minhas filhas, mas é inevitável que cada uma delas precise de atenção diferente.
No começo foi difícil, achava que se pegasse mais uma do que a outra era dar menos amor...
Aos poucos vamos nos entendendo melhor e nesta semana caiu a minha ficha que na verdade tenho duas diferentes e lindas flores aqui em casa.
Enquanto meu girassol Helena procura sua independência, vai atrás do que quer e as vezes até reclama de excesso de colo, meu miosotis Luiza quer o contato físico sempre por perto. Ela reclama mais, precisa mais de colo, faz o possível e impossível para só dormir no acalento do colo.
Ser mãe é um aprendizado constante. Não canso de agradecer a Deus por essa oportunidade única e especial, ainda mais por estar o tempo todo com essas duas flores queridas e amadas.
Diferenças à parte o que faz a beleza do jardim é a variedade das flores.
Um abraço para todos que meu miosotis está requisitanto colo, enquanto meu girassol está tranquilamente apalpando o pé da minha cadeira.
Sábado, 5:34 am
Lidi
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
Atualizaçoes
Há tempos quero e preciso escrever, para desabafar, contar, apenas escrever, mas tá dificil. Aqui em casa tem 3 computadores, não consigo usar nenhum, e quando chego neles as meninas me requisitam.
Mas tudo passa, a cada coisa, seu tempo.
Tudo se encaminha para o que lhe foi proposto.
Com calma voltarei a escrever mais, mas agora uma Maria me chama, e eu não posso deixá-la a me esperar.
Um abraço,
Lidi
Mas tudo passa, a cada coisa, seu tempo.
Tudo se encaminha para o que lhe foi proposto.
Com calma voltarei a escrever mais, mas agora uma Maria me chama, e eu não posso deixá-la a me esperar.
Um abraço,
Lidi
sexta-feira, 19 de junho de 2009
Uma moderna mulher ancestral
Outro dia em uma conversa com meu marido rimos muito a respeito de minhas inclinações artísticas, por assim dizer.
Dentre as modalidades que mais gosto de praticar estão três: mosaico, tear manual e patchwork.
Analisando friamente todas as três são técnicas ancestrais desde antes de Cristo.
Ou seja, desde que Adão e Eva se viram nus começaram a se preocupar com tecelagem. Depois da tecelagem começaram a fazer uso dos retalhos das roupas e aí foi surgindo o pathcwork (lá pelo Egito antigo).
E como forma de expressão artística, no período Bizantino, AC datam os primeiros trabalhos em mosaico.
Enquanto o mundo foca no moderno eu estou resgatando meu passado.
Quem sabe um dia encontro uma bela e encantada “caverna”?
Brincadeiras à parte outro fato que muito me encanta é que tive tias avós que moraram na cidade de Bauru SP que nunca conheci.
Essas tias eram famosas por seus tapetes artesanais em tear.
Genética, intuição, dom curiosidade eu não sei, só sei que gosto mesmo é de “fazer arte” no sentido mais infantil que isso possa ter, e agora com duas musas inspiradoras acho que isso vai longe.
Um abraço,
Lidi
Dentre as modalidades que mais gosto de praticar estão três: mosaico, tear manual e patchwork.
Analisando friamente todas as três são técnicas ancestrais desde antes de Cristo.
Ou seja, desde que Adão e Eva se viram nus começaram a se preocupar com tecelagem. Depois da tecelagem começaram a fazer uso dos retalhos das roupas e aí foi surgindo o pathcwork (lá pelo Egito antigo).
E como forma de expressão artística, no período Bizantino, AC datam os primeiros trabalhos em mosaico.
Enquanto o mundo foca no moderno eu estou resgatando meu passado.
Quem sabe um dia encontro uma bela e encantada “caverna”?
Brincadeiras à parte outro fato que muito me encanta é que tive tias avós que moraram na cidade de Bauru SP que nunca conheci.
Essas tias eram famosas por seus tapetes artesanais em tear.
Genética, intuição, dom curiosidade eu não sei, só sei que gosto mesmo é de “fazer arte” no sentido mais infantil que isso possa ter, e agora com duas musas inspiradoras acho que isso vai longe.
Um abraço,
Lidi
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